Palmira (hoje, chamada de
Tadmor) era uma antiga cidade na Síria central, localizada num
oásis a cerca de 210 km a nordeste de Damasco.
A localização estratégica
da cidade, aproximadamente a meio da distância que vai do Mar
Mediterrâneo até ao rio Eufrates, tornou-a num ponto de
paragem obrigatório para muitas das caravanas que seguiam aí
a sua rota comercial.
O nome "Palmira" refere-se,
tal como o prenome feminino, às palmeiras - árvore que
supostamente existiria aí em grande quantidade.
História
Palmira tornou-se parte da província romana da Síria durante
o reinado de Tibério (14 d.C - 37 d.C.). A cidade continuou a
desenvolver-se e a ganhar importância até que se tornou
uma cidade livre, sob o império de Adriano, em 129.
No século III, a sua rainha,
Septímia Zenóbia criou alguns embaraços ao império
romano ao autoproclamar-se rainha do reino de Palmira mas, em 272, o
imperador romano Aureliano capturou-a e levou-a para Roma. Depois de
a expor, numa parada triunfal, acorrentada a cadeias de ouro, deixou-a
retirar-se para uma villa em Tibur (hoje, Tivoli, Itália) onde
continuou a ter um papel activo, politicamente, durante anos.
Inscrito como Patrimônio Mundial na UNESCO em 1980. |