| Patrimônio Mundial da UNESCO
Petra
El Khazneh - A Câmara do Tesouro
Informações
Inscrição: 1985
Localização: 30º19'50"N 35º26'36"E
Critérios: C (i) (iii) (iv)
Descrição UNESCO: fr en
Petra é um importante
enclave arqueológico na Jordânia, situado na bacia entre
as montanhas que formam o flanco leste de Wadi Araba, o grande vale
que vai do Mar Morto ao Golfo de Aqaba. Em 7 de Julho de 2007 foi considerada,
numa cerimónia realizada em Lisboa, Portugal, uma das Novas sete
maravilhas do mundo.
História
Antecedentes
A região onde se encontra Petra foi ocupada por volta do ano
1200 a.C. pela tribo dos Edomitas, recebendo o nome de Edom. A região
sofreu numerosas incursões por parte das tribos israelitas, mas
permaneceu sob domínio edomita até à anexação
pelo império persa. Importante rota comercial entre a Península
Arábica e Damasco (Síria) durante o século VI a.C.,
Edom foi colonizada pelos Nabateus (uma das tribos árabes), o
que forçou os Edomitas a mudarem-se para o sul da Palestina.
Fundação
O ano 312 a.C. é apontado como data do estabelecimento dos Nabateus
no enclave de Petra e da nomeação desta como sua capital.
Durante o período de influência helenística dos
Selêucidas e dos Ptolomaicos, Petra e a região envolvente
floresceram material e culturalmente, graças ao aumento das trocas
comerciais pela fundação de novas cidades: Rabbath 'Ammon
(a moderna Amã) e Gerasa (actualmete Jerash).
Devido aos conflitos entre Selêucidas
e Ptolomaicos, os Nabateus ganharam o controlo das rotas de comércio
entre a Arábia e a Síria. Sob domínio nabateu,
Petra converteu-se no eixo do comércio de especiarias, servindo
de ponto de encontro entre as caravanas provenientes de Aqaba e as de
cidades de Damasco e Palmira.
O estilo arquitectónico
dos Nabateus, de influência greco-romana e oriental, revela a
sua natureza activa e cosmopolita. Este povo acreditava que Petra se
encontrava sob a protecção do deus dhû Sharâ
(Dusares, em grego).
Época Romana
Entre os anos 64 e 63 a.C., os territórios nabateus foram conquistados
pelo general Pompeu e anexados ao Império Romano, na sua campanha
para reconquistar as cidades tomadas pelos Hebreus. Contudo, após
a vitória, Roma concedeu relativa autonomia a Petra e aos Nabateus,
sendo as suas únicas obrigações o pagamento de
impostos e a defesa das fronteiras das tribos do deserto.
No entanto, em 106 d.C., Trajano
retirou-lhes este estatuto, convertendo Petra e Nabateia em províncias
sob o controlo directo de Roma (Arábia Petrae). Adriano, seu
sucessor, rebaptizou-a de Hadriana Petrae, em honra de si próprio.
Petra
Época Bizantina
Em 313 d.C., o Cristianismo converteu-se na religião oficial
do Império Romano, o que teve as suas repercussões na
região de Petra. Em 395, Constantino fundou o Império
Bizantino, com capital em Constatinopla (actual Istambul).
Petra continuou a prosperar sob
o seu domínio até 363, ano em que um terramoto destruiu
quase metade da cidade. Contudo a cidade não morreu: após
este acontecimento muitos dos edifícios "antigos" foram
derrubados e reutilizados para a construção de novos,
em particular igrejas e edifícios públicos.
Em 551, um segundo terramoto
(mais grave que o anterior) destruiu a cidade quase por completo. Petra
não se conseguiu recuperar desta catástrofe, pois a mudança
nas rotas comerciais diminuíram o interesse neste enclave.
Redescoberta de Petra
As ruínas de Petra foram objecto de curiosidade a partir da Idade
Média, atraíndo visitantes como o sultão Baybars
do Egipto, no princípio do século XIII. O primeiro europeu
a descobrir as ruínas de Petra foi Johann Ludwig Burckhardt (1812),
tendo o primeiro estudo arqueológico científico sido empreendido
por Ernst Brünnow e Alfred von Domaszewski, publicado na sua obra
Die Provincia Arabia (1904).
Petra nos dias de hoje
A 6 de Dezembro de 1985, Petra foi reconhecida como Património
da Humanidade pela UNESCO.
Em 2004, o governo jordano estabeleceu
um contrato com uma empresa inglesa para construir uma auto-estrada
que levasse a Petra tanto estudiosos como turistas.
A 7 de Julho de 2007, foi eleita
em Lisboa, no Estádio da Luz uma das Novas sete maravilhas do
mundo.
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