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PALÁCIO
E PARQUE DE FONTAINEBLEAU-FRANÇA |
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O Royal Château de
Fontainebleau é um dos maiores Châteaux Reais franceses.
Fica localizado na cidade de Fontainebleau, departamento de Seine-et-Marne,
no Norte da França.
O palácio reflete, actualmente, o trabalho de vários monarcas franceses, construído a partir duma estrutrura inicial de Francisco I. O edifício estende-se em volta de uma série de pátios. A cidade de Fontainebleau cresceu ao redor do que restava da Floresta de Fontainebleau, um antigo parque de caça Real. Este palácio introduziu na França o Maneirismo italiano, quer na decoração de interiores quer nos jardins, e transformou-o ao fazer a tradução. O Maneirismo francês na decoração de interiores do século XVI é conhecido como "Estilo Fontainebleau": este combina escultura, trabalhos em metal, pintura, estuque e trabalhos em madeira. Exteriormente introduziu o parterre de jardim. O Estilo Fontainebleau combinou pinturas alegóricas em trabalhos de rebocador moldados, onde o enquadramento era tratado como se fosse couro ou papel, cortado enrolado em pergaminhos com arabescos e grotescos. Os ideais da beleza feminina em Fontainbleau são Maneiristas: uma pequena e graciosa cabeça num pescoço comprido, exageradamente longos torso e braços, peitos pequenos e altos — quase um regresso às belezas do gótico tardio. Os novos trabalhos em Fontainebleau foram registados em refinadas e detalhadas gravuras que circularam entre conhecedores e artistas. Através das gravuras feitas pela "Escola de Fontainebleau", este novo estilo foi transmitido a outros centros do Norte da Europa, especialmente Antuérpia, Alemanha e, mais tarde, também Londres.
Outra campanha de extensas construções foi levada a cabo por Henrique II e Catarina de Médici, que contrataram os arquitectos Philibert Delorme e Jean Bullant. Ao Fontainebleau de Francisco I e Henrique II, Henrique IV adicionou o pátio que carrega o seu nome, e ainda o Cour des Princes, com a adjacente Galerie de Diane de Poitiers e a Galerie des Cerfs, usada como biblioteca. Uma "segunda escola de decoradores de Fontainebleau", menos ambiciosa e original que a primeira, esteve envolvida nestes projectos adicionais. Henrique IV perfurou o parque florestal com um canal de 1200 m. (onde se pode pescar actualmente) e ordenou a plantação de pinheiros, olmeiros e árvores de fruta. O seu jardineiro, Claude Mollet, treinado no Château d'Anet, executou parterres. Três séculos depois o palácio entrou em decadência; durante a Revolução Francesa muito do mobiliário original foi vendido, no decurso das vendas revolucionárias do conteúdo de todos os palácios Reais, concebidas como uma forma de conseguir dinheiro para a nação e assegurar que os Bourbons não poderiam voltar aos seus confortos. Todavia, dentro de uma década o Imperador Napoleão Bonaparte, começou a transformar o Château de Fontainebleau num símbolo da sua grandeza, como uma alternativa ao vazio Palácio de Versailles, com as suas conotações Bourbon. Em Fontainebleau, Napoleão assinou a sua abdicação, com o Tratado de Fontainebleau, despediu-se da sua Velha Guarda e foi para o exílio, em 1814. Com modificações à estrutura do palácio, incluindo a entrada de cantaria suficientemente larga para a sua carruagem, Napoleão ajudou a fazer do palácio o local que os visitantes conhecem actualmente. Fontainebleau foi o cenário da Corte do Segundo Império, do seu sobrinho Napoleão III. Actualmente, parte do palácio alberga as "Écoles d'Art Américaines", uma escola de arte, arquitectura e música para estudantes dos E.U.A.. Preservado nos campos está o jeu de paume (quadra de tennis real) de Henrique IV. É a maior quadra de ténis deste género no mundo, e uma das poucas de propriedade pública. Em 1981, o Château de Fontainebleau
foi classificado Património Mundial pela UNESCO. |
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Monte São Michel-França |