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Casa ecológicas e inteligentes Brasileiros compram imóves ORU DENKA, ou seja, tudo acionado à eletricidade. Até o fogão é inteligente, deixando o ar mais limpo. |
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Preocupados em salvar o planeta dos danos ambientais, os brasileiros estão em compasso da tecnicologia mais moderna em termos de enegia residencial. Muitos deles estão comprando casas totalmente movidos à eletricidade. Ou então optam por reformar suas moradias , instalando esse sistema batizado como all denka (oru denka, na pronúncia japonesa), onde o gás não tem vez. Esse conceito de moradia está se tornando cada vez mais uma tendência no Japão, por tornar o "doce lar" mais econômico, seguro e limpo, devido à redução da emissão de dióxido de carbono. De quatro habitações construídas, uma é acionada por essa novidade tecnicológica, cujo interesse vem se multiplicando. |
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A maioria dos japoneses sonha com uma casa oru denka, pois ela melhora a vida de seus habitantes, que podem desfrutar um ar mais limpo todos os dias. Esse benefício acontece porque até o fogão da cozinha é alimentado à eletricidade (IH cooking-heater) evitando a combustão de gás e até o risco de vazamento. Some-se a isso o fato de não haver chama de fogo, pois a panela se aquece diretamente ao contato da chapa do fogão por indução de energia. E, ao contrário do que a maioria pensa, essa solução inteligente cozinha super-rápido. Ao constatar a eficiência desse fogão durante visita a uma parente, o casal Missado, 42 e Silvio de Jesus Marques, 43, da cidade de Giro (Gifu) , decidiu trocar o abastecimento a gás por esse sistema na residência que havia acabado de comprar. Missako faz marmitas (obento) e salgadinhos para fora e necessitava de economia de tempo. A vantagem se revelou também na hora de quitar as contas domésticas. "Antes eu pagava duas tarifas separadas, de luz e de gás., desembolsando ¥ 20 mil em cada uma. Agora elas foram unificadas e ainda tenho o desconto mensal de 5%, benefício concedido a esse tipo de usuário, completa o marido. As duas despesas caíram para ¥ 15 mil. "E ainda recebo a devolução de ¥ 4 mil, referente ao excedente de energia que é comprado pelo companhia elétrica", explica Marques. No entusiasmo de promover ainda mais a economia doméstica, ele pediu para instalar placas de energia solar no teto. Assim, a próparia casa geraria parte da energia, ajudando a mover o sistema Eco Cute, responsável pelo aquecimento da água que abastece o recanto doméstico. Todas as torneiras saem com vazão aquecida. Elas são alimentaas por um reservatório de 400 litros, mantidos a 90 graus centígrados. Mas aplicar esse avanço de última geração não fica barato, embora a vantagem se mostre em longo prazo. "O custo, incluindo a instalação do Eco Cute, (aqueimento de água) e das placas de absorção solar na cobertura da casa, ficou em quase ¥ 4 milhões", disse. O governo oferece financiamento para estimular medidas de proteção ambiental. "O gasto poderia ser menor. Mas eu preferí instalar 60 placas, muito acima de minha necessidade familiar", ressalva Marques. O brasileiro se animou com a perspectiva de vender o excesso de energia. "Essa solução permite comprar luz de madrugada, quando a tarifa está mais barata, e comercializar o excesso, aproveitando o preço mais alto", afirma. "Se incluir a restituição mensal do financiamento, as despesas antigas despencaram para ¥ 18 mil", estima. |
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Para averiguar o nível de consumo, há um monitor que avisa quando os moradores estão comprando ou vendendo Watts. "A família passou a se preocupar em enxugar os desperdícios. Quando sinaliza que estamos puxado energia, corremos para conferir se alguma luz está acesa sem necessidade", relata. Para a família, porém o mais importante é estar contribuindo para a preservação do planeta. "É um investimento na Terra, que está em perigo. Nesse sentido, já estou ganhando", completa. No comando diário do fogão, a esposa Missako se alegra com a facilidade da faxina na cozinha. Basta passar um pano embebido em detergente na chapa do fogão que ele volta a ficar limpinho. "Não se perde tempo
com a remoção de gordura, pois ela não se acumula,
já que não há bocas com reentrâncias e saliêcias
, como |
.Missako
Marques optou pelo fogão IH pela rapidez de cozimento e por facilitar
a limpeza da chapa lisa, sem reentrância |
no modelo tradicioal", explica. Além disso, ela coloca um jornal por baixo das panelas de fritura, pois não há risco de incêndio, já que não existe fogo. Marques não pára de relacionar outras vantagens. Segundo ele, as placas solares acabam tendo um efeito refrigerador. Por estarem afixadas a poucos centímetros do telhado, eles fazem sombra para a moradia no verão, retendo ainda o calor. No inverno, a família se sente também aliviada, pois a cobertura lisa, feita de material parecido com vidro, impede o acúmulo de neve. Ambos se sentem mais sossegados no caso de terremotos ou outra tragédia. Há uma tomada ligada ao teto solar que continua mandando energia. É preciso, porém, cortar a ligação com a rede eletrica para ela não repassar a energia que foi estocada. "Não sei o motivo, mas até a tarifa caiu. Talvez porque o sistema impeça desperdício também do líquido, vantagem derivada desses outros ganhos", completa.
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PRESTAÇÕES
DA CASA SE SUAVIZAM |
| A família do Nikkei Sérgio Hiromi Sato, de Hamamatsu (Shizuoka), também aderiu ao conforto, segurança e economia propiciados pela moradia oru denka. Ela comprou uma casa no valor de ¥ 36 milhões , que abriga seis quartos de dormir e duas salas. No amplo espaço moram oito pessoas. A economia derivada da eliminação da tarifa de gás tem suavizado as prestações do financiamento. A despesa de luz também teve queda, pois o abastecimento ocorre geralmente de madrugada, para aproveitar o desconto noturno. Antes, as duas famílias com mesmo sobrenome moravam em habitações separadas. No total, desembolsavam ¥ 80 mil mensais com despesas de luz, água e gás. Esse montante agora caiu pela metade. Devido ao barateamento das tarifas, eles não se preocupam tanto com os gastos mas não esbanjam, mantendo sempre os olhos no relógio digital de fácil leitura. O controle tornou-se até divertido e acentuou a preocupação em cortar desperdícios, diz Ségio, 34. Para a grande família, que gosta de casa cheia, o ambiente mais arejado, sem queima de gás, é um convite para se reunir na sala espaçosa. "É uma tecnologia socialmente responsável", define Sérgio..
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Nada a se arrepender - Outro casal dessa geração de entusiastas da casa com QI elevado é formado por Roseni, 36, e Fábio de Souza Pinto, 40, de Kawage, província de Mie. Eles compraram uma casa usada de dois andares no bairro desejado, por ¥ 15 milhões, em agosto do ano passado. Ao solicitar a reforma, o construtor sugeriu a instalação do all denka. Todas as readequações internas feitas no estilo brasileiro e a mudança para tudo virar elétrico, incluindo o Eco Cute, ficaram em ¥ 8 milhões. A reforma ficou pronta em outubro. Dois meses depois, o casal também optou por colocar teto de retenção solar para produção da própria energia, a fim de enxugar mais as despesas com luz. "Preferiram colocar apenas 9 placas, o suficiente para a demanda familiar, com alguma folga para vender e amenizar a restituição do financiamento, orçado em ¥ 1,2 milhão. |
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Até hoje eles não tem motivos para se arrepender. "Queria fazer algo pela preservação do planeta. Estava à procura de uma forma de colaborar, mas não sabia onde procurar. Se cada um fizer um pouco, podemos reverte os danos ", incentiva Roseni. No Brasil, ela já conhecia o método de captação solar para o fucionamento do chuveiro. Na casa melhorada, sua impressão maiaor foi com a pefomance do fogão IH. "Se bobear, as receitas se perdem, pois é muito rápido. Precisei de um tempo para me adaptar", testemunha. Segundo ela, o calor se concentra só na panela, não escapando para o ambiente doméstico. Por isso, no calorão de 40 graus não é preciso fugir do forno ou ligar o ar condicionado para refrigerar os compartimentos vizinhos, diminuindo os gases poluentes. Ela passou a cozinhar mais tranquila. Mesmo se o óleo cair no fogão não tem risco de levantar labaredas, por não haver fogo. A gordura não espirra tanto, dispensando o uso constante do exaustor. Os botões de controle de temperatura também tem travas de segurança. E ainda mais: se esquecer as panelas no fogão ligado, a boca se desliga sozinha. Com isso, o seguro contra incendio também ficou mais em conta. E ela festeja, pois agoara já não é castigo dos mais odiados permanecer na cozinha, que ficou com o ar mais saudável e puro. Roseni ganhou maior consciência ecológica e se empolga ao dizer que gostaria de melhorar também a captação de água, copiando a idéia dos vizinhos japoneses que implantaram calhas nos telhados. Essa preocupação ambiental é compartilhada com o filho, que voltou assustado da escola, dizendo que o mundo estaria a beira de acabar, se não forem tomadas providências. O marido, por sua vez, sentiu a vida melhorar com a mudança para o novo recanto doméstico. "Não estou prejudicando o planeta e tenho a liberdade que não tinha no apartamento. Posso convidar amigos e parentes para o lazer no quintal", disse. Antes, quando chegava o verão, batia a preocupacão com o gasto do ar-condicionado. Agora não. Confessa que mantém três aparelhos de refrigeração ligados ao mesmo tempo e a tarifa elétrica fica em torno dos ¥ 7 mil; ainda tem a devolução de ¥ 2 mil em média. No inverno é água aquecida no ofurô, chuveiro, lavatório e na torneira da cozinha. Segundo o casal, o abastecimento de água é programado. Tudo é feito para evitar gastos à toa. O usuário programa a temperatura e a quantidade de água desejada no ofurô. Quando chega ao ponto desejado, uma voz dá o aviso. |
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Brasileiro instala painéis - Depois de instalar painéis solares na cobertura de sua casa e ficar surpreso com o resultado, Hermes Bento da Silva, de Kawage, se animou a trabalhar no setor, apoiado na experiência como operário da construção civil no Brasil. Hoje ele presta serviço à NPO Energia Solar e Rede da Vida, de Mie, voltada à preservação ambiental (NPO Taiyou Hatsudenki E-Life Net). Depois de fazer cursos na Kyocera e na Sharp, que fabricam esses painéis, ele se habilitou a colocá-los, atendendo aos pedidos feitos à NPO. "Pela conta da luz é possível saber a necessidade, em quilo-watts, dos moradores. Em cima disso, calculo o número de placas neessárias", explica. "Fica a critério da pessoa colocar mais unidades, pois o que sobra no abastecimento ela poderá vender à companhia", acrescenta. A placa da Kyocera produz 180 Watts e a da Sharp, 153. Mas há outros fabricantes.
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Silva vai à casa do interessado para ver se o investimento compensa para o proprietário. Caso nas imediações haja prédios ou montanhas que escondam o sol, ele esclarece que o financiamento com duração de 15 anos, não dará o retorno esperado Segundo o presidente da NPO, o japonês Tetsuya Maruyama, 90% da clientela é brasileira, pois esse público tem maior consciência ecológica e não vacila tanto na decisão. "A primeira justificativa é a defesa ambiental; depois, a praticidade de não prescisar comprar querosene para aquecedores", analisa. Muitos já tinham interesse, mas não sabiam onde procurar. Maruyama observa que o sistema de placas solares pode ser adotado também em casas all denka, gerando grande parte da energia a ser consumida. A instalação leva um mês, depois da aprovação do empréstimo bancário. A maioria das prefeituras dá um incentivo de ¥ 170 mil em média. Silva colocou em sua casa 27 placas, recobrindo todo o telhado. Financiou ¥ 2 milhões. Segundo ele, sete painéis seriam suficientes, mas quis comercializar a sobra. Sua esposa Elania diz que antes eles gastavam com luz em torno de ¥ 13 mil por mês. Agora o valôr caiu para a metade, mas conforme a estação eles não tem mais despesa, pois a venda de Watts é maior do que a de compra. O telefone da NPO é (059) 340-5040. O número com atendimento em português é (080) 3073-1822.. |