Espírito
Santo do Pinhal
Origem:
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Município de Espírito Santo do Pinhal
Aniversário 27 de Dezembro
Fundação 1849
Gentílico pinhalense
Lema Originibus Fidelis Sunt "São fiéis às
suas origens"
Prefeito(a) Paulo Klinger Costa (2009 - 2012) (PP)
(2009 – 2012)
Localização
22° 11' 27" S 46° 44' 27" O22° 11' 27" S
46° 44' 27" O
Unidade federativa São Paulo
Mesorregião Campinas IBGE/2008
Microrregião São João da Boa Vista IBGE/2008
Região metropolitana
Municípios limítrofes São João da Boa Vista,
Aguaí, Mogi-Guaçu, Estiva Gerbi, Itapira, Santo Antônio
do Jardim, Jacutinga, Albertina.
Distância até a capital 202 km
Características geográficas
Área 390,413 km²
População 42.260 hab. est. IBGE/2009
Metro {{{população_metro}}} hab. est. IBGE/2009
Densidade 109,9 hab./km²
Altitude 870 m
Clima subtropical
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,808 elevado PNUD/2000 [3]
PIB R$ 478.068 mil IBGE/2005 [4]
PIB per capita R$ 11.236,00 IBGE/2005 [4]
Espírito Santo do Pinhal é um município brasileiro
do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 22º11'27"
sul e a uma longitude 46º44'27" oeste, estando a uma altitude
de 870 metros. Sua população estimada em 2005 era de 42.549
habitantes.
Possui uma área de 390,4 km².
Filhos Ilustres
Sebastião Leme da Silveira Cintra, o Famoso Cardeal Leme (1882-1942)
Demografia
Dados do Censo - 2000
População Total: 40.480
Urbana: 34.753
Rural: 5.727
Homens: 20.039
Mulheres: 20.441
Densidade demográfica (hab./km²): 103,69
Mortalidade infantil até 1 ano (por mil):
11,12
Expectativa de vida (anos): 73,98
Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,01
Taxa de Alfabetização: 90,62%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M):
0,808
IDH-M Renda: 0,751
IDH-M Longevidade: 0,816 IDH-M Educação: 0,857
História de Espírito
Santo do Pinhal
- Origem:Materiais aqui informativos sobre a “História
de Pinhal”, foram retiradas da “Poliantéia do Centenário
de Pinhal”, publicada em 27 de Dezembro de 1949, por ocasião
das comemorações do centenário da cidade.
A "Poliantéia do Centenário de Pinhal" é
um livro de valor histórico inestimável, contendo não
só a história da cidade propriamente dita, como muito
bem ilustrada. Como se trata de um livro de tiragem limitada, que somente
alguns pinhalenses o possuem e a biblioteca municipal.
Resumo Histórico
Espírito Santo do Pinhal tem sua raiz mais
profunda ligada ao indígena Caiapó que habitava este território.
A partir de 1700, caravanas de aventureiros em busca de fortuna começaram
a atingir esta área. Bandeirantes adentraram ao sertão
à procura de ouro e pedras preciosas, através dos rios
de acesso, caminhos naturais, que passavam por estas proximidades. O
território da atual cidade se inseria na Sesmaria doada a Jorge
da Silva Nobre em 09 de Agosto de 1728. Esta se limitava com outra Sesmaria
doada a Antonio da Cunha Abreu, um dos ascendentes de Romualdo da Souza
Brito.
Romualdo da Souza Brito, vindo de Mogi das Cruzes, aqui se dedicou à
agricultura, juntamente com outros membros de sua família. Verificando-se,
entretanto uma demanda sobre a posse de uma parte de suas terras por
outros agricultores que aqui se estabeleceram, Romualdo de Souza Brito
e sua esposa Thereza Maria de Jesus resolveram solucionar definitivamente
a questão, fazendo doação daquelas terras em litígio
para formação do patrimônio do Divino Espírito
Santo, conforme escritura pública lavrada na então freguesia
de São João da Boa Vista, a 27 de Dezembro de 1849. Essa
doação compreendia 40 alqueires retirados da "Fazenda
Pinhal", pertencente à freguesia de Mogi Guaçu, fato
esse que deu origem ao nome de "Espírito Santo do Pinhal",
cuja origem se deve à grande quantidade de Araucária tipo
existente nestas paragens.
09 de Agosto de 1728 - Sesmarias
Coube a Jorge da Silva Nobre a sesmaria em cuja inscrição
figurou em parte o território de Espírito Santo do Pinhal,
dádiva feita em 9 de Agosto de 1728 e composta de terras que
limitavam com o atual município de Mogi Guaçu e com a
sesmaria de Antônio da Cunha Abreu, um dos ascendentes de Romualdo
de Souza Brito.
A sesmaria de Antônio da Cunha Abreu, de quatro léguas
de terras, em quadra, partia do rio Atibaia, tributário do rio
Piracicaba, e a de Jorge da Silva Nobre prolongava-se, pela frente,
até o lugar denominado Itaqui, no atual município de Mogi
Guaçu.
A partir de 1700, em plena florescência do bandeirismo paulistano,
caravanas de aventureiros, sequiosos de fortuna, começaram a
palmilhar estas então inóspitas paragens, em busca do
ouro e das pedras preciosas de Minas Gerais e de Goiás, enfrentando
com indômita coragem os indígenas e os animais ferozes
que povoavam as indevassadas florestas, e a morte que, a cada passo,
espreitava-os, oculta atrás dos troncos dos pinheiros de comas
opulentas.
As bandeiras paulistanas, segundo roteiro da época, partiam da
sede da capitania, dirigiam-se a Juqueri, transpunham o morro do Lopo,
chegavam até poucos quilômetros de Mogi Guaçu, em
território pinhalense, onde a estrada dividia-se em dois ramos:
um que se dirigia a Ouro Fino e outro que, seguindo para Baependi, atravessava
os rios Cervo, Sapucaí e Verde, rasgando os sertões de
Camanducaia e superando o morro de Caxambu.
As que se destinavam a Goiás, possuíam dois caminhos,
que partiam do Rio de Janeiro e de São Paulo. no primeiro, do
Rio, vinham pela Serra da Mantiqueira, morro do Lopo, atingindo as atuais
divisas de São Paulo e Minas, neste município, alcançavam
Rio Pardo, e embrenhavam-se por Goiás adentro. No segundo, partiam
de São Paulo, passavam por Jundiaí, Atibaia, Jaguari (hoje
Bragança Paulista), Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Itaqui, Casa
Branca, Batatais e, transpondo o Rio Grande, avançavam nos sertões
de Goiás.
As terras inexploradas constituíam nessa época a grande
atração da gente paulistana, desbravadora por índole
e por devoção. Reboavam ainda, em clarinadas, as façanhas
de Martim de Sá, Nicolau Barreto, Antônio Raposo, Fernão
dias Paes Leme e muitos outros que, caçando o gentio, iam alargando
as fronteiras do Brasil.
Após a fase da captura dos silvícolas, entrou a fase do
ouro que faiscava no leito dos rios e na mente dos homens. Como antes,
São Paulo alimentava-se e vivia das lutas, das façanhas,
das histórias e das lendas provocadas por seus filhos que, impávidos,
rasgavam o seio da pátria; abrindo atalhos, rompendo florestas,
vadeando rios, fundando povoados e lavouras e semeando riquezas, sangue
e morte, na homérica epopéia das bandeiras.
Precisamente nessa época, que os bandeirantes, lutando por terra
e por água, por caminhos fluviais, aproveitando o magnífico
sistema hidrográfico do país, conquistavam palmo a palmo
o solo da pátria, receberam Jorge da Silva Nobre e Antônio
da Cunha Abreu as sesmarias, cujas terras abrigam hoje opulentas e magníficas
cidades entre as quais figura, como uma das mais belas, esta soberana
das serras, rica no seu patrimônio material e espiritual e na
cultura e inteligência dos seus filhos.
27 de Dezembro de 1849 -
Outorga da Escritura de Doação das Terras de Pinhal
Procedia Romualdo de Souza Brito de Mogi das Cruzes, onde nascera, e
aqui viera acompanhado de outros membros da sua família, alguns
anos depois do grito do Ipiranga. Era filho de Alexandre de Souza Brito
e de D. Gertrudes Maria da Conceição e neto de José
de Souza Pinto e de D. Ana da Cunha Cardoso, esta descendente do sesmeiro
Antônio da Cunha Abreu.
O nosso território, com a evolução de Mogi Mirim
e de Mogi Guaçu, começou a povoar-se, e já em 1822,
data da proclamação da nossa independência, numerosos
eram os colonizadores que, atraídos a estas terras dadivosas,
aqui se haviam estabelecido, vendendo seus produtos e abastecendo-se
naquelas freguesias.
Vários eram os possuidores do nosso território em 1849
e poucas são as propriedades existentes. Sobressaiam, pela sua
área, as fazendas Sertãozinho e Pinhal, esta coberta de
denso pinheirais, que lhe emprestaram o nome.
Romualdo de Souza Brito, um dos donos da fazenda Pinhal, propriedade
que vinha sendo disputada por diversos colonizadores da fazenda Sertãozinho,
ignora-se a que título, iniciando certa vez a derrubada dos pinheiros
existentes na atual Praça da Independência ou da Matriz,
para plantar milho, foi obrigado a interromper o serviço em virtude
dos gritos de desafio e dos tiros de espingarda e de trabuco, que lhe
foram dirigidos.
Espírito profundamente religioso e equilibrado, Romualdo foi
tomado de súbita inspiração. Declarou que não
mais faria a roça, mas que doaria das suas partes ao Divino Espírito
Santo, uma sorte de terras de quarenta alqueires, para patrimônio
e a fim de que, no mesmo lugar onde ocorrera o incidente, fosse erigida
uma capela.
Em 27 de Dezembro de 1849, pelo notário da então freguesia
de São João da Boa Vista, José Antônio de
Abreu e Silva, por solicitação dos doadores Romualdo de
Souza Brito e sua mulher, foi lavrada no livro 4º, às fls.
52 e v. a escritura de doação....... Saiba
mais
A
cronologia de Pinhal assim se resume:
Ø Fundação: 27 de Dezembro de 1849
Ø Criação do distrito: 24 de Março de 1860
- Lei Provincial n.º 3
Ø Criação do município:09 de Abril de 1877
- Lei Provincial n.º 17
Ø Elevação à categoria de cidade: 10 de
Março de 1883 - Lei Provincial n.º 14
Ø Criação da Comarca: 28 de Maio de 1881
Ø Instalação da Comarca: 30 de Outubro de 1884
Ø Libertação total dos escravos: 16 de Abril de
1888
Ø Feriados municipal: 13 de Dezembro, Dia de Santa Luzia
27 de Dezembro Aniversário da Cidade