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História
A História de São
Pedro da Aldeia está diretamente ligada a experiência gerada
da invasão francesa ao Rio de Janeiro. Do século XVI aos
nossos dias, a terra aldeeense refletiu em sua epopéia, em seu
pequeno microcosmos, as fazes pelas quais passou o próprio Brasil.
Antecedentes
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Com
o processo de centralização política ocorrido com
os países europeus após a |
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crise do
feudalismo, Portugal e Espanha passaram a ser ameaçados pelas potências
emergentes. As terras das Américas começaram a ser valorizadas,
a tal ponto que o monarca francês Francisco I (1515/1547).
As primeiras tentativas de
colonização portuguesa nada mais foram do que uma tímida
forma de conter os ataques de piratas às nossas costas e outras
eventuais explorações até de metais preciosos. Para
Portugal, o mais importante eram suas colônias na África,
a garantia de um caminho seguro para sa Índias. Só o começo
da exploração de áçucar no Nordeste do país;
e a posterior invasão francesa, colocando em risco os domínios
de Portugal chamariam a atenção do povo luso ao litoral
fluminense. |
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Durante
o governo-geral de Mem de Sá, este doou a seu sobrinho a capitania
do Rio de Janeiro ,onde seria fundada a cidade, tendo por objetivo combater
os invasores. |
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Contando com a ajuda dos
Jesuítas Nóbrega e Anchieta, que pacificaram os tamoios,
fazendo com que se retirassem o seu apoio aos franceses, travou-se uma
guerra que só findaria em 1567, com a expulsão dos franceses
do Rio, contando com o apoio crucial dos índios chefiados por
Araribóia. Era
evidente que a retirada dos franceses significava uma pausa momentânea,
apenas, nas tentativas deles se estabelecerem em nossa costa. Atento
às dificuldades de manter tão grande país longe
dos ataques e incursões estrangeiros, o rei de Portugal, Dom
Sebastião,dividiu
a colônia em dois governos-gerais,
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POLÍCIA
RODOVIÁRIA |
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no ano de 1572. O Norte e o Sul, que ficou a cargo de Antônio Salema. |
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ENTRADA |
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Este, dando prosseguimento
ao processo de efetivar a conquista da "terra brasilis" realiza
uma expedição à Cabo Frio, visando expulsar os
remanescentes franceses, que ameaçavam deslocar para essa região
a sua tentativa de colonização, movidos pela cobiça
do Pau-Brasil, em 1575. Com
a morte de D. Sebastião e o fim da dinastia Avis, os espanhóis
ganharam de herança todas as colônias portuguesas. Ganharam
em termos, já que os moldes de colonização continuaram
a ser os lusitanos, mas em compensação deram a Portugal
todos os seus inimigos; entre eles: França, Inglaterra e Holanda.
Como consequência, ao se findar o período da União
Ibérica, os domínios portugueses estavam menores em todo
mundo. A ordem agora era segurar o que sobrou. A ordem agora era investir
na manutenção do Brasil.
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RJ-140
ENTRADA DA CIDADE |
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Fundação
da aldeia e conversão dos gentios |
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Em um requerimento
do Padre Antônio de Mattos, Companhia de Jesus, a Capitão-Mor
de Cabo Frio, Estevam Gomes, em 1617, aquele chama a atenção
deste para o fato de que o Rei de Portugal estava preocupado com a defesa
da área de Cabo Frio, dos constantes ataques sofridos. A
capitania de Cabo Frio, fundada em 1615, havia sido resultado de uma
ação guerreira de Constantino de Menelau, Capitão-Mor
do Rio de Janeiro, contra os piratas franceses que ali tencionavam alojar-se
definitivamente. Reconquistada a terra, e fundada a cidade, as autoridades
logo chegaram a conclusão de que para salvaguardá-la de
futuros ataques, era imperativo defendê-la e ampará-la
com um aldeamento indígena. Esse deveria seguir as diretrizes
apontadas por Martim de Sá, filho do Capitão Salvdor Correia
de Sá, que tinha larga experiência nos problemas do Brasil
e já relatára-os em carta ao Rei.
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A data de
fundação da Aldeia de São Pedro do Cabo Frio não
constituiu para
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os primeiros
historiadores que dela se ocuparam um ponto pacífico. As terras
que seriam concedidas aos índios, ficaram em sua terça parte
na posse dos padres da Companhia. Elas abrangiam duas sesmarias, uma em
lugar determinado - Jacuruna -, provável primeiro nome da região
onde hoje se encontra São Pedro, e cujo nome vem do Jacu, ave comum
na região, e una preto, cor da sua penugem. A
aldeia, em breve, começou a atrair várias tribos de indígenas
que viviam dispersos na região, que para ela vinham em busca de
alimentos, ou de proteção contra os índios Goitacases.
Este fluxo constante de novos contingentes humanos trouxe uma rápida
prosperidade à Aldeia, justificando a solicitação
de nova sesmaria para os padres da Companhia e para os índios,
em 1630, pois "eles e Goitacases têm necessidades |
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de
pastagens que possam trazer gado, do qual se valham para seus remédios
para |
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cuidarem
com o que falta à sua igreja, para a qual nãos e dá
coisa alguma da Fazenda de Sua Majestade". Nestas terras, doadas
pelo Capitão-Mor -Governador, Martim de Sá, jesuítas
e índios da Aldeia de São Pedro construíram a fazenda
de Santo Inácio dos Campos Novos, localizada pouco antes da cidade
de Barra de São João .Para ter uma idéia do crescimento
da aldeia, em 1689, a Aldeia de São Pedro do Cabo Frio tinha três
vezes a população de Niterói. Assustados pela fome
e pelas guerras, muitos índios pertenciam ao temido povo dos Goitacases.
Uma carta de 1620 dá os pormenores de sua catequese: |
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"Desejo,
e ei de por todas minhas forças para fazer as pazes entre estas
nações |
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tão bárbaras,
como são os gequirtos e os aitacases guaçus, porque feito
isto, fica todo esse sertão de aitacases em paz, e será
uma coisa de muita importância, coisa que a muito tempo desejamos.
Ma agora pela vontade e bondade de Deus, parece que lhe vem chegandosua
hora. E que Deus, por sua misericórdia, metê-los em seu
curral"
Disputas e fim da administração
Jesuítica
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Em 5 de
fevereiro de 1679, o Capitão-Mor de Cabo Frio, Domingos da Silva
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Agrelha,
em nome de seus moradores, queixou-se ao monarca dos missionários
da Aldeia de São Pedro, "que negavam os índios para
os seus trabalhos, dando causa ao pouco incremento da povoação".
Era o começo de uma série de queixas contra a administração
jesuítica, até que, em 15 de junho de 1721, a Câmara
de Cabo Frio representa contra a Companhia de Jesus, reclamando as terras
em que ela se achava de posse, principalmente as da Ponta dos Búzios.
Ainda desta vez, o Conselho Ultramarino não lhes outorgou parecer
favorável. A estas queixas, viria se juntar o próprio Governador
do Rio de Janeiro, Luiz Monteiro, solicitandoa s terras da Ponta dos Búzios,
que não apresentavam o desenvolvimento conseguido em São
Pedro. |
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Em novembro
de 1759, o desembargador João Cardozo de Azevedo |
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BAIRRO
BELA VISTA |
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realizou
o sequestro da Aldeia de São Pedro e aprisionou três jesuítas
que trabalhavam na conversão dos gentios. Extinta a Companhia de
Jesus, o cargo de doutrina e administração do povoado foi
entregue aos padres Capuchos da Província da Conceição,
até a posterior transformação em Paróquia.
A elevação a esta categoria, que se deu em 2 de dezembro
de 1795, serviu para impulsionar a participação efetiva
de São Pedro na vida da Província e também marcou
o começo da efetiva migração dos "brancos"
para a antiga aldeia. O primeiro pároco, Manuel da Almeida Barreto,
foi o primeiro clérigo secular dentro desta nova prerrogativa. |
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x |
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A
Casa dos Artesãos, além de expor as peças
produzidas pelos membros da Associação dos Artesãos
de São Pedro da Aldeia, também oferece cursos de artesanato
para toda a população. O espaço funciona no centro
da cidade e abre diariamente, das 9h30 às 18h. Lá, os visitantes
podem conhecer um pouco da arte de São Pedro da Aldeia na exposição
permanente e também adquirir as belas peças confeccionadas
por meio de diversas técnicas diferentes utilizadas pelos artesãos
do município. Rua Rita Pereira, 153 Centro - São
Pedro da Aldeia - CEP
28940-000
tel (22) 2627-6041
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