Não
tem quem não saiba que o peixe é um alimento nutritivo
e deve ser consumido, pelo menos, duas vezes por semana, intercalando
com outros tipos de carnes como, bovina, suína e aves.
Mas, apesar da grande extensão do litoral brasileiro,
a ingestão de peixes no Brasil ainda é muito pequena
Para que a
alimentação fique mais rica e nutritiva, deve
ser incentivado o consumo de peixe visando a diminuição
da ingestão de ácidos graxos saturados e o aumento
de poliinsaturados ômega 3, vitaminas e minerais.
A seguir, você
conhecerá as principais vantagens para a saúde
obtidas através dos nutrientes presentes nos peixes.
Os peixes são
ricos em proteínas de alta qualidade.
Por serem ricos
em aminoácidos essenciais (substâncias não
produzidas pelo nosso organismo), os peixes possuem proteínas
com valor nutritivo ligeiramente superior às das carnes
vermelhas (como as de boi e porco). Além disso, as proteínas
dos peixes são de alta digestibilidade, favorecendo o
processo de digestão.
Em geral,
os peixes possuem menos gordura que a maioria das carnes bovinas
e suínas.
A porcentagem de
lipídeos (gorduras) da maioria dos peixes encontra-se
entre 0,2 a 23,7%. Essa quantidade varia de acordo com a espécie,
sexo, idade, tipo de alimentação, estação
do ano (verão ou inverno) entre outros fatores. Assim,
eles podem ser classificados em:
Baixo teor de gordura:
menor que 2% - Médio teor de gordura: de 2 a 5% - Alto
teor de gordura: acima de 5%
Os peixes de carne
clara como, por exemplo, bacalhau, badejo, corvina, carpa, dourado,
garoupa, linguado, pescada; apresentam menor quantidade de lipídeo
que os de carne escura como, por exemplo, atum, anchova, arenque,
bagre, cavala, sardinha, salmão, tainha.
Os
peixes são ricos em ômega 3.
O tipo de gordura predominante nos peixes é a poliinsaturada
diferentemente das carnes vermelhas, as quais contêm uma
alta proporção de gordura saturada. A do tipo
saturada, quando consumida em grande quantidade, pode ser prejudicial
para o coração. Dentre
as "famílias" de gordura poliinsaturada, destaca-se
o ômega 3, devido aos grandes benefícios proporcionados
à nossa saúde, como: diminuição
dos riscos de doenças cardiovasculares e acidente vascular
cerebral (derrame), redução da pressão
arterial, ação anti-inflamatória, diminuição
das taxas de triglicérides e colesterol total no sangue.
O ômega 3
está presente, em maior quantidade, nos peixes de águas
salgadas e frias, como: atum, arenque, bacalhau, sardinha e
salmão. Os de águas doces, também apresentam
ômega 3, mas em quantidade muito inferior quando comparados
aos primeiros.
Os
peixes são boas fontes de vitaminas e minerais.
Eles
apresentam boas concentrações de vitaminas lipossolúveis
(solúveis em gorduras), como A, E e, principalmente,
D. Também são ricos em vitaminas hidrossolúveis
(solúveis em água) como niacina - presente nas
reações químicas de liberação
de energia em nosso corpo - e ácido pantotênico
- essencial no metabolismo de proteínas, carboidratos
e gorduras. Além disso, os peixes contêm vários
minerais importantes como, sódio, potássio, magnésio,
cálcio, ferro, fósforo, iodo, flúor, selênio,
manganês e cobalto.
Os peixes são
versáteis. Outra
grande vantagem dos peixes em relação às
carnes de boi e porco é a facilidade em seu preparo:
os frescos cozinham em pouquíssimo tempo e podem ser
usados em diversas preparações, como: ao molho,
empanado, assado, ensopado, cozido, grelhado, frito e até
mesmo cru - desde que seja proveniente de um fornecedor que
possua boas condições higiênico-sanitárias
e seja de sua confiança. Também
podem ser adquiridos em conserva (enlatados), resfriados, congelados,
salgados (bacalhau) e defumados (arenque, salmão ou truta).
Por
causa de todas as vantagens descritas, incluir ou aumentar o
consumo de peixes é uma boa atitude para obter os benefícios
que os seus nutrientes essenciais fornecem.
Por:
Roberta Stella
Nutricionista formada pela Universidade de São Paulo
(USP)