QUISSAMÃ |
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Quissamã Localização
de Quissamã no Brasil Unidade federativa
Rio de Janeiro |
Fuso horário UTC-3
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IDH 0,732 (RJ: 74º)
– médio PNUD/2000 Com 715,877 km² de área, é limitado a oeste pelos municípios de Carapebus e Conceição de Macabu, ao norte e a leste por Campos, e ao sul pelo Oceano Atlântico. Sua população é de 17.315 habitantes (2008), com um significativo crescimento desde a emancipação em 1989. |
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Etimologia O nome grafou-se originalmente Quissaman, passando depois para Quissamã. |
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História No primórdio da colonização portuguesa, suas terras fizeram parte da Capitania de São Tomé, mas a região de Quissamã não foi ocupada pelos portugueses. Como a capitania foi abandonada pelo seu donatário, sete capitães portugueses solicitaram as terras da região como pagamento pelos serviços militares por eles prestados nos combates contra os piratas franceses que infestavam o norte do Rio de Janeiro e nas guerras com os holandeses. O governador da capitania do Rio de Janeiro, Martim Correa de Sá, concedeu-lhes, em 9 de agosto de 1627, uma sesmaria que se estendia do rio Macaé e até o cabo de São Tomé e que incluía o território atual de Quissamã. Os índios Goitacazes da região foram atacados em 1630 pelos índios tupinambás cristianizados da Aldeia de São Pedro e, em seguida, dizimados por expedições militares de portugueses do Espírito Santo (estado). A região ficou praticamente vazia, o que facilitou sua colonização posterior. Entre os anos 1632 e 1634, os sete capitães fizeram várias expedições de exploração da sesmaria que tinham recebido, e conseguiram firmar acordos com as esparsas populações locais, formadas por índios, mamelucos e náufragos. As suas aventuras foram relatados pelo seu líder Miguel Aires Maldonado na obra denominada "Roteiro dos Sete Capitães". |
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Colonização As terras de Miguel Aires Maldonado foram herdadas pelo capitão José de Barcellos Machado que, em 1688, abriu nas suas terras um canal artificial ligando a Lagoa Feia e o mar, que ficou conhecido como canal do Furado (atualmente, corresponde, grosso modo, ao Canal das Flexas). O filho do capitão José de Barcellos Machado, capitão Luís de Barcelos Machado fundou, em julho de 1694, a capela de Nossa Senhora do Desterro na "ilha" do Furado. Logo depois, o Bispo do Rio de Janeiro erigiu a capela em sede de uma Capelania Curada a qual deviam obediência todos os povos até o rio Macaé. Surgiu então a povoação mais antiga da região entre Quissamã e Macaé. Freguesia de Nossa Senhora
do Desterro Em 1749, a capela foi promovida a igreja-matriz. A freguesia de Nossa Senhora do Desterro do Capivari foi criada por alvará de 12 janeiro de 1755, subordinada à então Vila de São Salvador de Campos dos Goytacazes |
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Mudança da
freguesia Perto da Casa da Fazenda Mato de Pipa e da fazenda Quissamã começava a se formar uma nova povoação. O Brigadeiro José Caetano de Barcelos Coutinho, neto do alcaide-mor Caetano de Barcelos Machado, cumprindo uma promessa religiosa, edificou a partir de 1805 uma nova igreja-matriz, que só foi concluída em 1815 pelos seus sobrinhos José Carneiro da Silva, futuro primeiro visconde de Araruama, e João Carneiro da Silva, futuro primeiro barão de Ururaí, assim como pelas suas irmãs Maria Isabel de Velasco e Ana Joaquim de Velasco. Esta primeira igreja-matriz foi erguida no mesmo local onde se encontra a atual, cuja construção terminou em 1924. Surgiu então a freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Quissamã, o segundo mais antigo núcleo de povoamento da região, e cujo desenvolvimento deu origem ao atual centro urbano de Quissamã. Desde o início da colonização, a administração política e religiosa de Quissamã foi subordinada às autoridades da vila de São Salvador dos Campos dos Goytacazes. Devido a distância entre a vila de São Salvador dos Campos dos Goytacazes e as freguesias de Nossa Senhora do Desterro de Quissamã e de Nossa Senhora das Neves (atual região serrana de Macaé, o Bispo do Rio de Janeiro decidiu, em 1802, erigir a freguesia de Quissamã em Cabeça de Comarca, com a freguesia de Nossa Senhora das Neves subordinada a esta. Logo depois, em 1812, a Cabeça de Comarca passa ser a freguesia de São João de Macaé. Criação da
Vila de São João de Macaé A nova vila foi instalado em 25 de janeiro de 1814. Quissamã deixou assim de ser parte de Campos dos Goytacazes e continuará como freguesia de Macaé durante todo o Império, e depois como um distrito durante a República, até a emancipação. |
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Monocultura da cana-de-açúcar Em 1798 há uma grande crise mundial de açúcar devido à revolta dos escravos do Haiti. Aproveitando a alta dos preços, o capitão Manuel Carneiro da Silva, dono da fazenda Mato de Pipa, ergueu nas imediações da futura fazenda Machadinha - cujas terras também lhe pertenciam -, o primeiro engenho da região de Quissamã. Embora tenha começado com a criação de gado de corte, e haja registros de plantações de algodão, café e anil, o município atingiu seu apogeu econômico com a monocultura açucareira durante oséculo XIX. A monocultura açucareira tinha maior necessidade de mão-de-obra para as plantações, e a região tornou-se uma grande compradora de escravos provenientes de outras regiões do Brasil ou da África. A região precisava de novos caminhos para escoar a produção de açúcar, de modo que o governo provincial, com o estímulo e direção do primeiro barão e visconde de Araruama, construiu o canal Campos-Macaé cujo trajeto passa pelo centro de Quissamã. |
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Engenho Central de
Quissamã Os grandes produtores de açúcar de Quissamã, todos parentes do primeiro barão e visconde de Araruama, uniram-se em sociedade para criar o primeiro engenho centralda América do Sul. Importaram os equipamentos mais modernos e inauguraram o Engenho Central de Quissamã no dia 12 de setembro de 1877. Uma linha férrea foi construída entre o Engenho Central e a Estrada de Ferro Macaé e Campos (posteriormente adquirida pela Leopoldina Railway). No final do século XIX, a concorrência do açúcar de beterraba começou a prejudicar as exportações brasileiras de açúcar. A situação piorou com a Crise Econômica Mundial de 1929. Vários fazendeiros endividaram-se e acabaram perdendo suas propriedades em favor do Engenho Central de Quissamã, que praticamente passou a monopolizar a economia local. Desde então, Quissamã conheceu um longo período de estagnação, interrompido apenas na década de 1970, com o desenvolvimento do programa Proálcool. A Emancipação A população organizou-se para lutar pela emancipação. O plebiscito foi realizado em 12 de junho de 1988 e o resultado foi amplamente favorável à emancipação. A lei estadual oficializando a criação do município foi sancionada pelo então governador do estado do Rio de Janeiro, Moreira Franco, no dia 4 de janeiro de 1989. |
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Aspectos Físicos Relevo Clima Solo e vegetação
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Hidrografia O município ainda possui inúmeras lagoas como Ribeira, Paulista e Preta. Ao longo do litora, existem várias lagoas pequenas como: Piripiri, Maria Menina, Robalo, Visgueiro, Pires, Casa Velha e Carrilho. O chamado "rio Iguaçu" é verdadeiramente mais uma das lagoas do litoral, embora seja muito longa e estreita como um rio. Cada lagoa é um eco-sistema distinto, com diferentes características físico-químicas e biota (vegetais e animais). Cortam a região os rios Macabu, do Meio e Carrapato, além de vários canais artificiais. O canal Campos-Macaé, construído de 1844 a 1861, é o segundo mais extenso canal artificial do mundo sendo somente superado pelo Canal de Suez. O Canal das Flexas foi aberto em 1948 para drenar a Lagoa Feia. |
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Meio ambiente O Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba ocupa 13% da área total do território de Quissamã. Dados socio-econômicos Índice de Qualidade dos Municípios (IQM): 0,3528 - 24º lugar no estado. Houve uma evolução de 21 posições em relação ao comparativo 1998/2005, atingindo o melhor desempenho da região norte fluminense. Educação Saúde A taxa de mortalidade infantil é a menor do estado do Rio de Janeiro. |
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Uma setor promissor é o de turismo ecológico, histórico e rural. O resgate do patrimônio histórico-cultural foi feito com a restauração da Casa da Fazenda Quissamãe criação do Museu de Quissamã e do Parque Municipal; a restauração do complexo arquitetônico da fazenda de Machadinha; restauração da Casa da Fazenda Mandiqüera e no esforço pela preservação do Fado de Quissamã. O turismo ecológico foi incentivado com a criação do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba; Outros esforços são despendidos com a qualificação profissional voltada para o setor petrolífero. Infra-estrutura |
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Patrimônio
histórico e cultural Destacam-se várias construções bem preservadas e abertas à visitação como a Casa da Fazenda Mato de Pipa de 1777 (a mais antiga casa de senhor de engenho do norte fluminense) e a Casa da Fazenda Quissamã de 1826 (que pertenceu aos viscondes de Araruama e de Quissamã e, atualmente, é um museu). Existem vários outros solares do século XIX bem preservados como os das fazendas São Manoel, Santa Francisca, Melo, Floresta, entre outros. Outras construções de importância história estão abandonadas, como a Casa da Fazenda Mandiqüera e o Engenho Central de Quissamã (o primeiro da America Latina). Há ainda ruínas imponentes como a Casa da Fazenda Machadinha, que pertenceu a um neto do duque de Caxias, cujas senzalas estão ainda habitadas por pessoas que preservaram uma culinária típica e o canto e dança do "fado de Quissamã", uma forma de jongo. Ligações externas |
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