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Casa
da Fazenda Quissamã Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. A casa da fazenda Quissamã é uma residência rural, antiga residência do primeiro barão e visconde de Araruama e de seu filho, o barão e visconde de Quiçamã. Atualmente abriga o Museu Casa de Quissamã. |
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História |
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Foi erguida em 1826 por iniciativa de José Carneiro da Silva, primeiro barão e visconde de Araruama, que a passou como herança para um de seus filhos, João Caetano Carneiro da Silva, barão e visconde de Quiçamã. Anteriormente, o futuro primeiro barão e visconde de Araruama residia na casa da fazenda Mato de Pipa, uma habitação rural muito simples e rústica, construída por seu avô por volta de 1777, e que também foi preservada até os dias de hoje. |
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Quissamã
mostra o enriquecimento da aristocracia rural do norte |
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fluminense
com os engenhos de açúcar no século XIX, fato que
seria ainda mais visível na geração seguinte, quando
os filhos e netos do primeiro barão e visconde de Araruama construíram
os solares das fazendas Mandiqüera, Machadinha, São Manuel
e Santa Francisca, e habitações urbanas como a Chácara
São João. A seqüência cronológica de construção
da Casa da Fazenda Mato de Pipa (1777), da Casa da Fazenda Quissamã
(1826, ampliada em 1860) e da Casa da Fazenda Mandiqüera (1875) exemplifica
o enriquecimento da oligarquia rural da família Carneiro da Silva
e os diversos gostos e estilos arquitetônicos prevalecentes em cada
época. |
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A casa
hospedou o imperador D. Pedro II e sua comitiva em 1847, |
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quando
estes visitavam a região norte fluminense e foram inspecionar as
obras de construção do canal Campos-Macaé. Aproveitou-se
a ocasião para realizar o casamento de Bento Carneiro da Silva,
futuro segundo barão, segundo visconde e conde de Araruama, e filho
primogênito do primeiro barão e visconde de Araruama, com
a filha do barão de Muriaé. O imperador D. Pedro II foi
padrinho da cerimônia religiosa. As pessoas mais ricas e importantes
de toda a região participaram do baile de comemoração.
Como não havia lugar para todos na casa grande, vários tiveram
que dormir nas senzalas e armazéns da fazena. A casa recebeu o
imperador D. Pedro II uma segunda vez, em 1877, |
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para inauguração
do Engenho Central de Quissamã. |
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Em 1925, o filho do barão e visconde de Quissamã, Joaquim Carneiro da Silva, herdou o solar com as terras da fazenda Quissamã. Com a sua morte, em 1942, o solar foi desocupado e fechado. A fazenda Quissamã foi então vendida no final da década de 1950 para a Cia. Engenho Central de Quissamã que tinha apenas interesse em plantar cana-de-açúcar nas suas terras. Assim como diversas outras propriedades imponentes construídas no século XIX na região, e que foram adquiridas com suas terras pela Cia. Engenho Central de Quissamã, o solar ficou abandonado durante várias décadas. |
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Recentemente
foi adquirido pela Prefeitura Municipal de |
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Quissamã, restaurado e transformado no Museu Casa de Quissamã e futura sede do Parque Municipal, que utilizará o trecho local do canal Campos-Macaé como local de lazer. Arquitetura |
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O conjunto
está em uma extensa planície, no centro de um jardim |
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murado circundado por campos gramados. Uma alameda de palmeiras imperiais centenárias conduz da estrada até o conjunto.[2] O jardim possui um dos poucos baobás (árvore tipica do semi-árido africano) existentes no Brasil; a tradição diz que ele foi plantado por um escravo trouxe a semente consigo da África. O local é próximo do centenário canal Campos-Macaé. A casa principal foi construída em 1826. Por volta de 1860, foi construído o torreão central e um sobrado à direita para que se pudesse abrigar toda a grande família do primeiro barão e |
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visconde
de Araruama durante as festas de |
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final de ano (ele teve cerca de 10 filhos e incontáveis netos). Com a construção deste sobrado anexo, a casa passou a contar com 48 quartos. As senzalas, que já não existem, ficavam também à direita. O conjunto original possuía também armazéns, serraria, engenho e hospital. O conjunto casa principal, torre e sobrado foi retratado por Charles Ribeyrolles em 1863. O sobrado anexo foi demolido no século XX e a construção perdeu sua originalidade devido às várias reformas que foram nela feitas. |
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Referências
de época |
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Alameda de Palmeiras Imperiais
Além de retratar a fazenda em uma gravura famosa na historiografia brasileira, Charles Ribeyrolles impressionou-se com o fausto da residência, com a gentileza dos anfitriões e com as inovações tecnológicas introduzidas pelo 1º barão e visconde de Araruama no seu engenho. Assim escreveu no seu |
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presta
ao estrangeiro nessa grande e antiga casa, onde a hospitalidade é
costume de séculos, a simplicidade verdadeiramente nobre do anfitrião
e a cordialidade liberal de seus filhos permitiram-nos tudo ver, tudo
examinar com detalhe, desde os trabalhos dos campos até às
especialidades das usinas, das oficinas e seus aparelhamentos. Vimos aí
uma máquina de procedência inglesa que aciona três
cilindros horizontais. A engrenagem é simples e segura, a peça
fortemente instalada, a rotação de grande força.
Pode-se movê-la com rapidez em caso de necessidade. Para a destilação
da aguardente de cana completa o |
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sistema
um alambique a vapor, aparelho que se encontra nos sete |
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estabelecimentos
açucareiros que se grupam, num raio de algumas |
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léguas,
em torno da fazenda-mãe. Não pára neste ponto o progresso,
como aplicação dos métodos europeus; por isso acaba
de se introduzir no país um novo moinho de 4 cilindros, para a
cana, duas turbinas para purificar o açúcar e uma máquina
locomobil, que se desloca e transporta segundo as necessidades. As caldeiras
destas máquinas são dispostas verticalmente, nada se perdendo
do foco interior do fogo e ardendo muito menos. Estes melhoramentos rápidos,
que seguem a ciência, passa a passo, e que vemos instalar-se em
sertões, acaso não anunciam outros novos |
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progressos?”. |
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Jean-Victor Frond fotografou o trabalho escravo em Quissamã. A partir de suas fotos foram feitas diversas litogravuras famosas que são estudadas por historiadores e que ilustram vários livros didáticos de ensino fundamental e médio. O construtor da casa da fazenda Quissamã, primeiro barão e visconde de Araruama, estabeleceu fortes vínculos de amizades e interesses político-econômico com a nobreza e a burocracia político-administrativa da Corte Imperial no Rio de Janeiro. |
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Portanto,
qualquer alto dignatário que viesse do |
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Rio de
Janeiro e passasse pela região iria hospedar-se em suas propriedades,
seja na casa da fazenda Mato de Pipa ou no solar da fazenda Quissamã.
Assim, a fazenda Quissamã hospedou o imperador D. Pedro II, a Imperatriz
Tereza Cristina, o duque de Caxias, a princesa Isabel, o conde d'Eu, o
ministro e conselheiro Eusébio de Queirós e vários
outros políticos e nobres importantes do Segundo Império.
Em 1847, a casa da fazenda Quissamã acomodou a comitiva imperial
de D. Pedro II em uma viagem de inspeção das obras do canal
Campos-Macaé, cuja construção tinha |
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sido incentivada
pelo primeiro barão e visconde de Araruama. |
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O Almanaque
Laemmert de 1865 diz no discurso necrológico primeiro barão
e visconde de Araruama que a "sua fazenda de Quissamã tinha
sido visitada por pessoa da mais alta categoria, tais como o falecido
bispo do Rio de Janeiro, ministros de estado, presidentes de província
etc., e tanto dos grandes da terra como dos pequenos não podia
deixar de cativar as simpatias gerais”. |
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Como chegar |
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As suas coordenadas no Google Earth são: S22º 06.043’ W41º 28.598’ A visitação pública do Museu Casa de Quissamã deve ser previamente agendada para haver o acompanhamento de guias |
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instruídos
com ajuda do Instituto Preservale. |
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