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Petrópolis Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Município de Petrópolis "Cidade Imperial" Aniversário Fundação 16 de março de 1843 Gentílico petropolitano Lema "Altiora Semper Petens" (Latim: "Buscando sempre o mais elevado") Prefeito(a) Paulo Mustrangi (PT) (2009 – 2012) Localização: 22° 30' 18" S 43° 10' 44" O22° 30' 18" S 43° 10' 44" O |
Unidade
federativa Rio de Janeiro Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro IBGE/2008 Microrregião Serrana IBGE/2008 Região metropolitana Municípios limítrofes Areal, Duque de Caxias, Guapimirim, Magé, Miguel Pereira, Paraíba do Sul, Paty do Alferes, São José do Vale do Rio Preto e Teresópolis Distância até a capital 68 km Características geográficas Área 774,606 km² |
População
312.766 hab. est. IBGE/2008 Densidade 395,9 hab./km² Altitude 838 m Clima Tropical de altitude Cwb Fuso horário UTC-3 Indicadores IDH 0,804 (RJ: 7º) - elevado PNUD/2000 PIB R$ 3.126.961 mil (BR: 93º) - IBGE/2005 PIB per capita R$ 10.219,00 IBGE/2005 Petrópolis é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Ocupa uma área de 774,606 km², contando com uma população de 312.766 habitantes (2008), segundo o IBGE. |
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O
clima ameno, as construções históricas e a abundante
vegetação são grandes atrativos turísticos.
Além disso, a cidade possui um movimentado comércio e serviços,
além de produção agropecuária (com destaque
para a fruticultura) e industrial. Fundada por iniciativa de Dom Pedro
II, é constantemente chamada de Cidade Imperial.Petrópolis
é a sede do Laboratório Nacional de Computação
Científica (LNCC) , uma unidade de pesquisa do Ministério
da Ciência e Tecnologia. |
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História |
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Ao
começo da exploração pelos portugueses do que viria
a ser o atual estado do Rio de Janeiro, algumas missões foram enviadas
na direção das montanhas da Serra da Estrela. Naquele lugar,
encontraram-se poucos índios dispersos, e o único recurso
mineral apurado por ali foram algumas pedras de coloração
esbranquiçada e consideradas sem valor.A
história da cidade começa a figurar-se mais propriamente
em 1822, quando Dom Pedro I, a caminho de Minas Gerais pelo Caminho do
Ouro hospedou-se na fazenda do padre Correia e ficou encantado com a região.
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Tentou
comprar as terras, porém sem sucesso. |
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Por
fim, adquiriu uma fazenda vizinha, a fazenda do Córrego Seco, que
renomeou Imperial Fazenda da Concórdia, onde pretendia construir
o Palácio da Concórdia. Hoje, a propriedade corresponde,
com alguns acréscimos, à área do primeiro distrito
de Petrópolis.Os
planos do primeiro imperador não foram concluídos, mas Dom
Pedro II continuou com os planos e em 1843 assinou um decreto pelo qual
determinava o assentamento de uma povoação e a construção
do sonhado palácio de verão, que ficou pronto em 1847. |
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A
partir de então, durante o verão, a cidade tornava-se a
capital do Império com a mudança de toda a corte. |
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Pedro II governou por 49 anos, e em pelo menos 40 verões permaneceu
em Petrópolis, eventualmente por até cinco meses.Independentemente
da época do ano, era em Petrópolis que moravam os representantes
diplomáticos estrangeiros. Entre 1894 a 1903 foi capital do Estado
do Rio, em substituição a Niterói, devido a Revolta
da Armada. Também neste período, foi eleito o único
vice-governador fluminense cuja base política era Petrópolis
(Hermogênio Silva). |
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O
sanitarista Oswaldo Cruz foi nomeado seu primeiro prefeito em 1916. |
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A importância política da cidade perdurou por décadas, mesmo depois do fim do Império. Todos os presidentes da república, de Prudente de Morais a Costa e Silva, passaram pelo menos alguns dias na cidade imperial durante seus mandatos. O mais assíduo dentre eles foi Getúlio Vargas, cujas estadias, durante o Estado Novo, duravam até três meses.Como consequência da transferência da capital do Brasil para Brasília, Petrópolis perdeu consideravelmente sua importância no contexto político do país. |
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O
planejamento |
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Petrópolis
é um notável exemplo dos esforços de imigração
européia para o Brasil no Segundo Reinado. Concebida pelo major
Júlio Frederico Koeler, é tida como a primeira cidade projetada
do Brasil, composta de um núcleo urbano - a cidade (hoje o Centro),
onde se concentravam o palácio imperial, prédios públicos,
comércio e serviços. O Centro seria rodeado por "quarteirões
imperiais", que receberam famílias de agricultores, principalmente
alemãs, que hoje compõem bairros do primeiro distrito. |
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Outros
estrangeiros, como açorianos e, posteriormente, italianos, |
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viriam
somar-se ao contingente de imigrantes, sobretudo para trabalhar nas indústrias
de tecidos e comércio.O
pitoresco do projeto de Koeler foi o fato de batizar os quarteirões
com nomes de cidades e acidentes geográficos das regiões
(Reihnland-Westphalen) de onde vinham os colonos alemães: Kastelaum
(Castelânea), Mosel (Mosela), Bingen, Nassau, Ingelheim, Woerstadt,
Darmstadt e Rheinland (Renânia). As terras foram arrendadas para
Koeler e, através dele, aos imigrantes, resultando em um sistema
de foro e laudêmio (enfiteuse) pago aos herdeiros de Dom Pedro II
até hoje. |
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Arquitetura |
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Museu
Imperial.A cidade possui um conjunto arquitetônico sem igual, dos
quais o símbolo mais conhecido é o palácio imperial,
hoje Museu Imperial. O palácio é a principal construção
do chamado "centro histórico", onde se destaca a Avenida
Koeler, ladeada por casarões e palacetes do século XIX.
A via é perpendicular à fachada da Catedral de São
Pedro de Alcântara e, no outro sentido, à praça Ruy
Barbosa e à fachada da Universidade Católica - constituindo-se,
assim, em um dos mais belos cenários da cidade. |
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No
chamado "centro histórico" encontram-se também
construções |
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curiosas
como a casa de verão de Santos Dumont; o palácio de Cristal;
a "Encantada"; o palácio Amarelo (Câmara de Vereadores);
o palácio Rio Negro, fronteiriço à sede da prefeitura
(palácio Sergio Fadel); e construções curiosas, como
o "castelinho" do auto-denominado "duque de Belfort",
na esquina da Koeler com a praça Ruy Barbosa; ou ainda a antiga
casa da família Rocha Miranda, na Avenida Ipiranga - mesmo endereço
de outra residência da mesma família, em estilo sessentista.
Linhas modernas também estão presentes na casa de Lúcio
Costa, no bairro de Samambaia. |
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Petrópolis
foi palco de acontecimentos e episódios diversos da história
do Brasil, como: |
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A
inauguração da primeira rodovia pavimentada do Brasil, a
União e Indústria (1861), ligando a cidade a Juiz de Fora
(MG); A primeira sessão de cinema (1897), com a exibição, através de "cinematógrapho", dos primeiros filmes dos irmãos Lumière; A assinatura do tratado que incorporou o Acre ao Brasil (1903); A morte de Ruy Barbosa (1923); O suicídio do escritor austríaco Stefan Zweig (1942). |
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Geografia |
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Petrópolis
localiza-se no topo da Serra da Estrela, pertencente ao conjunto montanhoso
da Serra dos Órgãos, a 838 metros acima do nível
do mar. Situa-se a 68 km do Rio de Janeiro.O clima
da cidade é o tropical de altitude com verões úmidos
e invernos secos. A média anual da cidade é de 18°C
(típica de uma cidade serrana fluminense).A
média de julho é 15°C, sendo a máxima da temperatura
média neste mês de 22°C e a mínima de 10°C.
Em janeiro a temperatura média é de 21°C, sendo a máxima
da temperatura média de 27°C e a mínima de 18°C.
A menor temperatura já registrada na cidade foi de -1°C no
dia 2 de agosto de 1955; a maior máxima já registrada foi
de 36°C. |
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| Subdivisão - Petrópolis está dividida em 5 distritos, que se subdividem em bairros menores. são estes: |
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Petrópolis
(distrito sede) A economia de Petrópolis é baseada no turismo e no setor de serviços. Também merece destaque o comércio de roupas, sobretudo nos pólos da Rua Teresa e Itaipava, que atraem compradores (atacadistas e varejistas) de todo o país. |
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Turismo |
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Palácio
de Cristal Casa de Santos Dumont Casa da Ipiranga ("Casa dos Sete Erros") Casa de Joaquim Nabuco Casa da Princesa Isabel Casa do Barão e Visconde de Mauá Castelo do Barão de Itaipava Catedral de São Pedro de Alcântara com o Mausoléu Imperial Estação Itaipava Parque Municipal de Itaipava Florália Morro Açu (Parque Nacional da Serra dos Órgãos) Palácio de Cristal (Petrópolis) Palácio Grão Pará Palácio Quitandinha Palácio Rio Negro Trono de Fátima Casa do Barão e Visconde do Arinos Casa de Rui Barbosa Casa do Visconde de Caeté Infra-estrutura Educação A Cidade abriga a Faculdade de Medicina de Petrópolis, uma das mais respeitadas Instituições de ensino superior particular do estado. No ensino médio Petrópolis possui uma escola entre as melhores instituições do Brasil. No ENEM 2006 a Escola Ipiranga ficou em 14º lugar entre as escolas privadas. |
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Cultura O maior número de visitantes célebres, porém, concentrou-se entre 1944 e 1946, tempo de vida do Hotel-cassino Quitandinha. Orson Welles, Errol Flynn, Maurice Chevalier, Greta Garbo, Carmen Miranda, Walt Disney, Bing Crosby e até um rei destronado (Carol I, da Romênia) foram alguns de seus hóspedes. Com o fechamento dos cassinos no país, determinado pelo presidente Dutra (1946-1950), o Quitandinha começou a entrar em decadência. Antes, porém, seria a sede da Conferência Interamericana de 1946, na qual destacou-se a chefe da delegação argentina, Eva Perón. A poetisa Gabriela Mistral exercia a função de consulesa do Chile em Petrópolis quando foi agraciada com o Prêmio Nobel de Literatura, em 1945. Outro Nobel, o britânico Peter Brian Medawar (Medicina, 1954) nasceu e viveu em Petrópolis até os 14 anos. Na década de 1970, a cantora norte-americana Sarah Vaughan também viveu na cidade. Refúgio de importantes nomes da cultura nacional, figura nas páginas de Machado de Assis e de Stanislaw Ponte Preta e lá Jorge Amado concluiu seu "Gabriela Cravo e Canela". Manuel Bandeira, Vinicius de Moraes, Villa-Lobos e Alceu Amoroso Lima tinham casas de veraneio em Petrópolis. Como centro do poder nacional, foi o endereço de veraneio de importantes vultos do império e da república, como o Barão e Visconde de Mauá, Barão do Rio Branco, Barão e Visconde do Arinos, Visconde de Caeté, Joaquim Nabuco, e mais tarde, Santos Dumont e Rui Barbosa. Ligações
externas |