Museu
Imperial
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fundação 29 de Março de 1940
Localização Petrópolis, Rio de Janeiro,
Brasil
Tipo Museu de arte e História
Diretor Maurício Vicente Ferreira Jr.
Website www.museuimperial.gov.br
O Museu Imperial, popularmente conhecido como Palácio Imperial,
é um museu histórico-temático, localizado no centro
histórico da cidade de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro,
Brasil, instalado no antigo Palácio de Verão de Dom Pedro
II.
História
As origens do palácio remontam à passagem do Imperador
Dom Pedro I pela região da serra fluminense, a caminho das Minas
Gerais. Hospedando-se na fazenda do Padre Correia, encantado com a paisagem
e clima ameno, fez uma oferta para comprá-la. Com a recusa do
proprietário, o Imperador adquiriu um outro lote de terra, a
Fazenda do Córrego Seco, onde pretendia levantar um palácio
de verão, plano que não chegou a concretizar.
Herdando a fazenda, seu
filho Dom Pedro II levou adiante a idéia paterna, construindo
um palacete neoclássico entre 1845 e 1862, obras que estavam
embutidas em um grande projeto urbanístico que envolvia a construção
de toda uma cidade em seu entorno, Petrópolis, e previa ainda
a colonização de toda a área, então quase
desabitada. O projeto foi de Júlio Frederico Koeler, superintendente
da Fazenda Imperial, e após sua morte foi continuado pelos arquitetos
Joaquim Cândido Guilhobel e José Maria Jacinto Rebelo.
A Fala do Trono, de Pedro
Américo.
Com o advento da República, a propriedade, alugada pela Princesa
Isabel, foi ocupada pelo Colégio Notre Dame de Sion, mais tarde
dando lugar ao Colégio São Vicente de Paula. Um dos alunos
do colégio, Alcindo de Azevedo Sodré, que mostrava grande
interesse pela História, acalentou o sonho de ver o palácio
transformado em museu, o que se realizou através de um decreto
de Getúlio Vargas de 16 de março de 1943, criando o Museu
Imperial e indicando como seu primeiro diretor o mesmo Alcindo Sodré.
Grande parte da decoração
interna ainda se preserva, como os pisos em pedras nobres, os estuques,
candelabros e mobília, reconstituindo os ambientes originais
de quando o palácio era habitado. A instituição
é o museu mais visitado no país.
Acervo
O acervo do museu é constituído por peças ligadas
à monarquia brasileira, incluindo mobiliário, documentos,
obras de arte e objetos pessoais de integrantes da família imperial.
Na coleção de pinturas destacam-se a Fala do Trono, de
autoria de Pedro Américo, representando Dom Pedro II na abertura
da Assembléia Geral, e o último retrato de Dom Pedro I,
pintado por Simplício Rodrigues de Sá.
Particularmente importantes
são as jóias imperiais, com a coroa de Dom Pedro II, criada
por Carlos Marin especialmente para a sagração e coroação
do jovem imperador, então com 15 anos de idade, e a coroa de
Dom Pedro I, além de diversas outras peças raras e preciosas,
como o cofre de bronze dourado e porcelana oferecido pelo Rei de França
Luís Filipe I a seu filho Francisco Fernando de Orléans,
Príncipe de Joinville, por ocasião de seu casamento com
a Princesa Dona Francisca; o colar de ouro, esmeraldas e rubis com insígnias
do império que pertenceu à Imperatriz Dona Leopoldina,
e o colar de ametistas da Marquesa de Santos, presente de Dom Pedro
I.
O acervo é distribuído
nos seguintes espaços principais:
Sala de Jantar, com rico
conjunto de móveis assinados por F. Léger Jeanselme Père
& Fils, e serviço de louças.
Sala de Música, preservando instrumentos como um harpa dourada
de fabricação Pleyel Wolff, um saltério do século
XVIII fabricado no Rio de Janeiro e o pianoforte de fabricação
inglesa Broadwood, que teria, segundo a tradição, pertencido
a Dom Pedro I, e a espineta fabricada por Mathias Bosten em 1788, a
única existente no mundo deste autor. Completa a sala mobiliário
lavrado em jacarandá.
Sala de Estado, a mais importante do palácio, onde Dom Pedro
recebia os visitantes oficiais. O trono, originalmente no Palácio
da Quinta da Boa Vista, veio só mais tarde para o Museu Imperial,
junto com objetos de adorno como vasos, porcelanas de Sèvres,
consoles e espelhos decorados.
Gabinete de Dom Pedro II, onde o imperador passava a maior parte do
dia em meio a instrumentos científicos e livros. Ali se preservam,
entre outros objetos, sua luneta, o primeiro telefone do Brasil, que
ele trouxe dos Estados Unidos, sua chaise-longue e diversos retratos
pintados de familiares.
Aposentos das Princesas, preservando os ambientes originais ocupados
pelas princesas Dona Isabel e Dona Leopoldina, com mobília em
estilo Dom José I.
Sala de visitas da Imperatriz, onde Dona Teresa Cristina recebia suas
amigas em caráter privado, para conversas e sessões de
bordados, com mobília correspondente.
[editar] Biblioteca
A rica biblioteca do Museu Imperial preserva um importante acervo bibliográfico
com cerca de 50 mil volumes, especializados em História (principalmente
do Brasil no período Imperial), história de Petrópolis
e Artes em geral.
A seção de
Obras Raras conta com itens preciosos como edições dos
séculos XVI a XIX, periódicos, partituras, iluminuras,
manuscritos, ex-libris, relatórios das Províncias e dos
Ministérios e coleção de Leis do Império,
totalizando cerca de 8 mil volumes. Destas peças diversas pertenceram
à família imperial e trazem anotações manuscritas,
encadernações luxuosas e ilustrações.
A seção de
livros de viajantes estrangeiros que passaram pelo Brasil nos séculos
XVIII e XIX também é importante, documentando diversos
aspectos da vida social e da paisagem natural brasileira de então,
com obras de Debret, Rugendas, Saint-Hilaire, Maria Graham, Henry Koster,
Louis Agassiz, Charles Darwin, Spix e Martius.
Arquivo Histórico
Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina nos jardins do Palácio Imperial
de Petrópolis, c. 1888.O museu possui uma coleção
de mais de 250 mil documentos originais que datam do século XIII
e vão até o século XX. Especialmente interessante
é a reunião de fotografias que documentam a história
e a evolução dos aspectos urbanos e paisagísticos
do estado do Rio de Janeiro e da cidade de Petrópolis.
Diversas coleções
privadas enriquecem esta seção, como a de João
Lustosa da Cunha Paranaguá, 2º Marquês de Paranaguá;
a de Ambrósio Leitão da Cunha, Barão de Mamoré;
a Coleção Barral-Monteferrat, com a correspondência
entre D. Pedro II e a Condessa de Barral; o importante Arquivo da Casa
Imperial Brasileira, e diversas outras.
Projetos
Programa de Artes Visuais, em parceria com a FUNARTE, busca realizar
exposições, seminários multidisciplinares, cursos
e workshops, no intuito de capacitar profissionais, formar novas platéias
e ampliar o conhecimento do público em geral. Também procura
debater questões referentes à museologia, aos acervos
nacionais e à evolução das artes plásticas
contemporâneas.
Educação Patrimonial, um projeto perene do museu, que
objetiva instruir adultos e crianças a respeito da apropriação
consciente e valorização crítica de sua herança
cultural, fortalecendo o sentido de identidade e cidadania. Subsidiando
este projeto, o museu realiza visitas guiadas, oficinas de teatro de
marionetes para crianças, recitais de música do século
XIX reconstituindo o espírito dos saraus aristocráticos,
e outras atividades educativas.