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Parque Nacional da Restinga da Jurubatiba Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação, pesquisa Coordenadas: 22.20139° S, 41.49261° W O Parque Nacional da Restinga da Jurubatiba (ou PARNA de Jurubatiba) é o primeiro Parque Nacional no Brasil a compreender exclusivamente o ecossistema de restinga, o menos representado no Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. A maioria dos pesquisadores concorda que Jurubatiba é a área de restinga mais bem preservada do país e está praticamente intacta. Lagoas e bancos de areia
Formação
geológica Os solos são basicamente do tipo regossolo, sendo também encontrados solos salinos e orgânicos. O verão é quente e chuvoso e o inverno, mais seco. A temperatura média anual varia em torno de 22 ? e 24 ? e a precipitação anual entre 1.000 mm e 1.350 mm. Hidrografia As lagoas têm, em geral, o formato alongado quando mais distantes da costa, que se torna arredondado quando as lagoas encontram dunas que represam seu acesso ao mar. É freqüente que uma lagoa muito estreita ou a parte mais alongada desta seja impropriamente chamada de rio pelos habitantes da região. As dimensões das lagoas de Jurubatiba diminuíram bastante nos últimos 200 anos devido à ação humana, com a construção de canais artificiais, drenagem de brejos adjacentes ou utilização de suas águas na irrigação. As dimensões das lagoas também variam bastante de acordo com a época do ano; as muito pequenas praticamente tornam-se charcos no período de seca. Seguindo-se no sentido sudoeste-nordeste, as maiores ou mais conhecidas são: Lagoa Cabiúnas (coordenadas
22°17.628'S 41°41.451'O) Vegetação praial graminóide
(herbáceas rasteiras na beira da praia); Atualmente, o Museu Nacional tem um projeto de levantamento de toda a flora existente no parque, enquanto outras instituições do Rio de Janeiro, como a Universidade Federal Fluminense, dedicam-se ao estudo de diversos outros aspectos da vida vegetal e animal do local. Fauna A lagoa Preta de Jurubatiba é o único lugar do mundo em que se encontra o micro-crustáceo Diaptomus azuros, que segundo pesquisadores da UFRJ, só tem similares na costa oeste da África, provando, portanto, que este continente já foi unido com a costa do Brasil em tempos remotos. Peixe- Acará - Bagres
- Carapeba - Robalo - Tainha - Traíra Papagaio Chauá -
Sabiá da Praia - Maçaricos - Jaçanãs - Garças
O nome do local é oriundo do tupi, composto por jeribá (uma espécie de palmeira) e tiba (porção), portanto significando terra de jeribás, ou mais apropriadamente, terra de plantas espinhosas. Originalmente, o nome era grafado Jerebatiba. Depois dos índios Goitacazes terem sido dizimados em lutas que uniram os portugueses do Espírito Santo com os índios cristianizados de São Pedro da Aldeia, a região foi doada em sesmarias aos Sete Capitães. As terras de restinga ficaram intocadas no seu interior porque em torno havia terras muito melhores, seja os campos utilizados para pecuária, seja os solos solo podzólicos (massapê) bem irrigados onde se planta cana-de-açúcar. A única perturbação viria em 1844 quando se iniciou a construção do canal Campos-Macaé, mas este deixou de ser utilizado como hidrovia depois de 1873. Recentemente, a expansão da indústria turística gerou a ocupação com casas de veraneio nas praias de Carapebus (lagoa de Carapebus), João Francisco (lagoa de Piripiri) e Visgueiro (lagoa do Visgueiro). Também iniciou-se o aproveitamento "das areias" com plantações de coco e abacaxi. Outro aspecto foi a expansão de campos plantados para criação de gado. Com o incentivo de várias organizações e pessoas que defendiam a proteção da região, o Parque Nacional de Jurubatiba foi criado por lei federal de 1998 e reconhecido em 1992 como reserva da biosfera pela UNESCO num estudo assinado por 126 cientistas. Em toda a sua extensão, existem praias virgens. Como é um Parque Nacional recente, ainda não possui plano de manejo. Portanto as visitas são feitas mediante o acompanhamento de guias turísticos ou em veículos de agentes do ICMBio.
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