MUSEU
NACIONAL DE BELAS ARTES |
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Museu Nacional
de Belas Artes |
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| Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) é um dos mais importantes museus de arte do Brasil, localizado na cidade do Rio de Janeiro História e estruturaEmbora o museu tenha sido criado oficialmente apenas em 13 de janeiro de 1937 - e inaugurado em 19 de agosto de 1938 - sua história é bem mais antiga, e remonta à chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro em 1808, já que Dom João VI se fez acompanhar de um conjunto de obras de arte, algumas das quais permaneceram no país depois de seu retorno à Europa e figuram como o núcleo inicial da coleção. |
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Por
outro lado, alguns anos depois de sua chegada ao Brasil o rei fundou a
Escola Real de |
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Ciências, Artes e Ofícios, que a princípio funcionou em um prédio próprio construído por Grandjean de Montigny, um dos integrantes da Missão Francesa e professor da escola, e inaugurado em 1826 pelo imperador Dom Pedro I, ocasião em que a instituição passou a ser chamada de Academia Imperial de Belas Artes. Com o passar dos anos a Academia Imperial formou uma significativa pinacoteca e uma gliptoteca, e com o advento da República, a academia foi rebatizada como Escola Nacional de Belas Artes. Permaneceu no mesmo edifício até a construção de sua sede atual na Avenida Rio Branco, antiga Avenida Central, artéria aberta na gestão de Pereira Passos durante uma grande reforma urbanística promovida no centro da cidade do Rio de Janeiro no início do século XX. |
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O
autor do projeto foi o arquiteto espanhol Adolfo Morales de los Rios,
que tomou como |
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modelo o Museu do Louvre, em Paris, mas durante a construção o desenho seria alterado, possivelmente por Rodolfo Bernardelli, então diretor da escola, e mais tarde Archimedes Memoria acrescentou outras mudanças. O resultado é uma construção eclética, com fachadas em diferentes estilos. A fachada principal na Avenida Rio Branco é inspirada na Renascença francesa, com frontões, colunatas e relevos em terracota representando as grandes civilizações da antigüidade, além de medalhões pintados por Henrique Bernardelli com retratos dos integrantes da Missão Francesa e outros artistas brasileiros. As laterais são mais simples, e fazem referência à Renascença italiana; possuem mosaicos parisienses com figuras de arquitetos, pintores e teóricos da arte, como Vasari, Vitrúvio e Da Vinci. A fachada posterior é um exemplo mais puro e austero do Neoclassicismo, com relevos ornamentais de Edward Cadwell Spruce. Na decoração interna foram usados materiais nobres como mármores e mosaicos, estuques, cristais, cerâmicas francesas e estatuária. |
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O edifício foi tombado pelo IPHAN em 24 de maio de 1973. |
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Finalizada a grande obra, e aberta ao público em 1908, procedeu-se à transferência das instalações da Escola Nacional para lá. O acervo da pinacoteca foi instalado no terceiro pavimento, a coleção de cópias de estatuária clássica usada para estudo encontrou espaços no segundo piso, com uma museografia especialmente concebida para dar-lhes destaque, e os ateliers das aulas práticas e a administração da escola ficaram no quarto andar. Em 1931 a Escola Nacional foi incorporada à Universidade do Rio de Janeiro, encerrando sua história como instituição independente. |
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Com a criação do Museu Nacional de Belas Artes em 1937 pelo ministro Gustavo Capanema, |
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Na década de 80 o edifício estava em estado de completo abandono, com sérios problemas |
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| estruturais que ameaçavam as coleções, o que também afugentou o público. Então foram realizadas diversas reformas importantes para modernizar os equipamentos expositivos e reformular a museografia, mas preservou-se na íntegra seu estilo e decoração, que recuperaram seu esplendor original. Em meados dos anos 90 a FUNARTE desocupou as alas onde funcionava e enfim o Museu Nacional pôde dispor integralmente de seu edifício. Hoje, plenamente recuperado e com equipamentos atualizados, o Museu Nacional de Belas Artes é o mais importante museu de arte brasileira do século XIX, um dos museus brasileiros mais afamados internacionalmente, e um dos maiores em seu gênero em toda a América do Sul. Possui mais de 6.733,84 m² de áreas de exposição, com 1.797,32 m² de reservas técnicas. Além dos espaços de exposição e setores administrativos, o museu possui um Departamento de Conservação e Restauração, com laboratórios para trabalhos de pintura e papel, as |
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Reservas
Técnicas e a Oficina de Molduras e Gesso. |
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| Sua Biblioteca é especializada em artes plásticas dos séculos XIX e XX, reunindo obras raras e coleções de periódicos, monografias e catálogos de exposições, além de documentos e fotografias que registram a história da instituição desde a Academia Imperial de Belas Artes, incluindo acervos pessoais de alguns artistas. |
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Acervo |
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O acervo do museu teve início com o conjunto de obras de arte trazidas por Dom João VI, em 1808, e foi sendo ampliado ao longo do século XIX e início do século XX com a incorporação do acervo da Escola Nacional e outras aquisições, e hoje conta hoje com cerca de 15.000 peças, entre pinturas, esculturas, desenhos e gravuras de artistas brasileiros e estrangeiros, além de uma coleção de arte decorativa, mobiliário, arte popular e um conjunto de peças de arte africana. |
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Pintura |
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Na pintura se destaca o grande
acervo de arte brasileira, o mais importante do país, que permite
a reconstituição, com grande variedade de exemplares de
primeira linha, de toda a trajetória da pintura brasileira desde
o início do século XIX até os dias de hoje. Foi formado
primeiramente com peças dos integrantes da Missão Francesa
(Nicolas-Antoine Taunay, Félix Taunay, Jean Baptiste Debret), com
a obra dos estrangeiros que participaram do círculo da Academia
Imperial (Nicola Facchinetti, François-René Moreaux, Abraham-Louis
Buvelot, Giovanni Battista Castagneto, Galdino Guttmann Bicho, Johann
Georg Grimm, José Maria de Medeiros, Augusto Rodrigues Duarte,
Henri-Nicolas Vinet), e com a produção de brasileiros, professores
ou alunos da Academia Imperial, como Victor Meirelles, Agostinho José
da Mota, Pedro Américo, Almeida Júnior, Henrique Bernardelli,
Rodolfo Amoedo, |
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Pedro Weingärtner,
Zeferino da Costa, Belmiro de Almeida, Antônio Parreiras, Décio
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quando retornou a Portugal e com a coleção de cerca de 50 telas adquiridas por Joachim Lebreton na França e trazidas em sua transferência para o Brasil em 1816. Dom Pedro II, notório amante das artes, contribuiu com diversas aquisições, e alguns outros mecenas doaram expressivos conjuntos, como o do conde de Figueiredo, da baronesa de São Joaquim, do embaixador Salvador de Mendonça, e os de Luís Resende e Luís Fernandes. Esta seção se concentra na arte européia do século XIII ao XIX, com um importante núcleo de obras barrocas italianas de autores como Baciccia, Il Grechetto, Giovanni Lanfranco, Jacopo da Ponte, Francesco Cozza, Tiepolo, Francesco Guardi, Francesco Albani, vinte obras de Eugène Boudin, e oito telas de Frans Post. |
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Escultura |
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