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Origem: Wikipédia,
a enciclopédia livre.
Biblioteca Nacional
Estabelecida 1810
Localização Rio de Janeiro, RJ
Coordenadas 22°54'34.82"S 43°10'31.63"W
Acervo
Tamanho 9.000.000 itens
Acesso e uso
População servida Aberta ao público
Website www.bn.br
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A
Biblioteca Nacional, também chamada de Biblioteca Nacional do Rio
de Janeiro, é a |
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depositária do patrimônio bibliográfico e documental
do Brasil, considerada pela UNESCO como a sétima biblioteca nacional
do mundo e, também, é a maior biblioteca da América
Latina. Entre suas várias responsabilidades incluem-se a de preservar,
atualizar e divulgar uma coleção com mais de oito milhões
de peças, que teve início com a chegada da Real Biblioteca
de Portugal ao Brasil e cresce constantemente, a partir de doações,
aquisições e com o depósito legal.
Sede do SNBP
Também funciona como sede do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas
(SNBP), criado em 1992 pelo decreto presidencial n° 520, de 13/05/92.
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História |
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A biblioteca foi fundada
com o nome de Real Biblioteca, depois Biblioteca Imperial e Pública
da Corte e, desde 1876, chama-se Biblioteca Nacional. A seguir é
apresentado um pouco de sua história.
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A história da
Biblioteca Nacional se inicia antes de sua fundação
pois em 1º de novembro de 1755, Lisboa sofreu um violento terremoto,
que marcou sua história, e que deu origem a um grande incêndio
que, entre outros edifícios, o da Real Biblioteca, também
conhecida como Real Livraria, considerada uma das mais importantes
bibliotecas da Europa, àquela época. A esta perda quase
irreparável para os lusitanos seguiu-se um movimento para sua
recomposição, que foi prevista entre as tarefas emergenciais
para reconstruir Lisboa após o incidente de 1755.
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A fim de levar a cabo essa missão, o rei Dom José I de
Portugal e o ministro Marquês de Pombal empenharam-se em juntar
o pouco que sobrara da Real Livraria e a organizar, no Palácio
da Ajuda, uma nova biblioteca, que se tornou importante pela composição
de seu acervo que, em 1807 reunia cerca de sessenta mil peças,
entre livros, manuscritos, incunábulos, gravuras, mapas, moedas
e medalhas. Este acervo foi aquele trazido ao Brasil após a vinda
da família real em 1808, em consequência da invasão
de Portugal pelas tropas francesas comandadas por Napoleão Bonapa
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Mudança
para o Rio de Janeiro
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O acervo foi trazido em três etapas, sendo a primeira em 1810
e as outras duas em 1811. A biblioteca foi acomodada, inicialmente,
nas salas do andar superior do Hospital da Ordem Terceira do Carmo (de
acordo com o alvará de 27 de julho de 1810), localizado na antiga
rua de trás do Carmo, atual rua do Carmo, próximo ao Paço
Imperial. As instalações, no entanto, foram consideradas
inadequadas e poderiam por em risco tão valioso acervo assim,
em 29 de outubro de 1810, data que ficou atribuída à fundação
oficial da Biblioteca Nacional, o príncipe regente editou um
decreto que determinava que, no lugar que havia servido de catacumbas
aos religiosos do Carmo, se erigisse e acomodasse a "minha Real
Biblioteca e instrumentos de física e matemática, fazendo-se
à custa da Real Fazenda toda a despesa conducente ao arranjamento
e manutenção do referido estabelecimento".
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Nova sede
As obras para nova edificação da Biblioteca somente se
concretizaram em 1813, quando foi transferido o acervo. Enquanto o processo
de instalação dos livros, que se iniciou em 1810, estava
ocorrendo a consulta ao acervo da Biblioteca já podia ser realizada
por estudiosos, mediante consentimento régio e, em 1814, após
o término da organização do acervo, a consulta
foi franqueada ao público.
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Ampliação
do acervo |
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Oficialmente estabelecida, a Biblioteca continuou a ter seu acervo ampliado
de maneira significativa, através de compras, doações,
principalmente, e de "propinas", ou seja, pela entrega obrigatória
de um exemplar de todo material impresso nas oficinas tipográficas
de Portugal (Alvará de 12 de setembro de 1805) e na Impressão
Régia, instalada no Rio de Janeiro. Essa legislação
relativa às propinas foi sendo aperfeiçoada ao longo dos
anos e culminou no Decreto nº 1.825, de 20 de dezembro de 1907,
chamado comumente Decreto de Depósito Legal, ainda em vigor
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Compra pelo Império
do Brasil |
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Após a morte de Dona Maria I, em março de 1816, teve início
o reinado de Dom João VI, que permaneceu no Brasil até
1821, quando circunstâncias políticas o fizeram retornar
a Lisboa com a Família Real, à exceção de
seu filho primogênito. Aqui também permaneceu a Real Biblioteca.
Nessa época ela já crescera muito e, após a Independência,
em 1822, passou a ser propriedade do Império do Brasil, pois
sua compra consta da Convenção Adicional ao Tratado de
Amizade e Aliança firmado entre Brasil e Portugal, em 29 de agosto
de 1825. Pelos bens deixados no Brasil a Família Real foi indenizada
em dois milhões de libras esterlinas, desse valor, oitocentos
contos de réis destinavam-se ao pagamento da Real Biblioteca,
que passou a se chamar, então, Biblioteca Imperial e Pública
da Corte.
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Outra sede
Em 1858, a Biblioteca foi transferida para a Rua do Passeio, número
60, no Largo da Lapa, e instalada no prédio que tinha por finalidade
abrigar de forma melhor o seu acervo. Atualmente, com algumas modificações,
esse edifício abriga a Escola de Música da Universidade
Federal do Rio de Janeiro.
Como seu acervo continuava
a ampliar-se com as doações, aquisições
e através de contribuição legal, compra de coleções
de obras raras em leilões e em centros livreiros de todo o mundo,
em breve seria necessária sua mudança para outro edifício,
mais adequando às suas necessidades.
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O crescimento constante
e permanente do acervo da biblioteca foi fundamental para a realização
de um projeto de construção de uma sede que atendesse
a todas as necessidades da biblioteca, acomodando de forma adequada
suas coleções. Com base nisso foi projetado seu atual
prédio, que teve sua pedra fundamental lançada em 15 de
agosto de 1905, durante o governo de Rodrigues Alves. A inauguração
se realizou em 29 de outubro de 1910, durante o governo Nilo Peçanha.
O edifício
da Biblioteca Nacional, cujo projeto é assinado pelo engenheiro
Sousa Aguiar, tem um estilo eclético, no qual se misturam elementos
neoclássicos e art nouveau, e contém ornamentos de artistas
como Eliseu Visconti, Henrique e Rodolfo Bernardelli, Modesto Brocos
e Rodolfo Amoedo. Fica
situado na Avenida Rio Branco, número 219, praça da Cinelândia,
no centro do Rio de Janeiro, e compondo com o Museu Nacional de
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Belas Artes e o Teatro Municipal um conjunto arquitetônico e cultural
de grande valor. |
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Atividades
Ao longo do século, a Biblioteca Nacional diversificou e aperfeiçoou
suas atividades, e passou por sucessivas reformas. Em resposta às
exigências impostas pela demanda dos pesquisadores, e diante da
importância do conjunto bibliográfico e documental sob
sua guarda, buscou acompanhar a evolução tecnológica
mundial e investiu no aprimoramento dos mecanismos de segurança
e preservação do patrimônio sob sua custódia;
criou e desenvolveu metodologias modernas de catalogação
e classificação para seu acervo e adotou novas tecnologias
da informação, para garantir o direito de acesso do cidadão
e contribuir para a sua qualificação.
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