| FORTE
DE COPACABANA
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CLASSIFICADOS
- POR CIDADE |
Forte
de Copacabana |
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Wikipédia, a enciclopédia livre. |
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História
- Antecedentes |
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O projeto para construção de uma fortificação na ponta da igrejinha de Nossa Senhora de Copacabana, ao final da então praia de Sacopenapã, remonta à época da transferência da capital do Brasil, do Salvador para o Rio de Janeiro (1763). Sob o governo do Vice-rei D. Luís de Almeida Portugal (1769-1779), foram iniciadas obras para esse fim, em 1776, na iminência de invasão espanhola que se materializou, no ano seguinte, contra a Colônia do Sacramento e a ilha de Santa Catarina, no sul da Colônia. Talvez por essa razão, as obras desse pequeno forte jamais foram concluídas. |
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época
da transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821),
D. João VI |
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Àdeterminou, para o local, o projeto de um novo forte, que principiado em data ignorada, somente foi artilhado em 1823, na conjuntura da Guerra da Independência do Brasil, quando de receava um ataque da Armada Portuguesa à capital da nação recém-emancipada. Posteriormente, à época do Período regencial brasileiro, juntamente com as demais fortificações do país, foi desarmado em 1834. À época do Segundo Reinado, no contexto da Questão Christie, encontra-se relacionado entre as defesas do setor Sul (Fortificações de Copacabana) no Mapa das Fortificações e Fortins do Município Neutro e Província do Rio de Janeiro de 1863, |
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no
Arquivo Nacional (CASADEI, 1994/1995:70-71). |
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| No período republicano, quando da Revolta da Armada, a antiga posição voltou a ser artilhada em 1893, embora fosse patente a sua incapacidade para impedir a saída das belonaves da Armada pela barra da baía de Guanabara. Alguns anos mais tarde, um contencioso diplomático com a República Argentina, em função de demarcação de fronteiras - a Questão de Palmas -, levou a que o Estado Maior do Exército encomendasse o projeto de uma nova fortificação para o local. O encarregado foi o Major Engenheiro Augusto Tasso Fragoso, que esboçou uma moderna fortificação, dotada de seis canhões de longo alcance. Tendo a questão chegado a bom termo por arbitramento à época (1895), o projeto da nova fortificação foi engavetado. |
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Em
1902 jaziam abandonadas no local, quase soterradas pela areia, sete peças
remanescentes da sua antiga artilharia (Museu Histórico Forte de
Copacabana). |
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| A fortificação definitiva do local só viria a se materializar quando o Marechal Hermes da Fonseca (1855-1923) ocupou a pasta de Ministro da Guerra no governo do Presidente Afonso Pena (1906-1909) (BARRETTO, 1958:244) CONSTRUÇÃO DO FORTE - Tendo as Relações Internacionais do Brasil se tensionado no início do século XX, dada a vulnerabilidade da então capital da República à artilharia embarcada, decidiu-se pela construção da grande fortificação em Copacabana, tendo o projeto do major |
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Tasso Fragoso sido enviado para a Krupp, em Essen (Alemanha), para fins de |
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| atualização e orçamento. O engenheiro Otto Kuhn recalculou-o de modo a que fosse executado com peças de concreto pré-moldadas na Alemanha, com os canhões adaptados aos novos calibres surgidos nesse meio tempo. Aprovadas as alterações no projeto, as obras da Fortaleza na Ponta da Igrejinha em Copacabana, foram inauguradas em 6 de janeiro de 1908, sob orientação do engenheiro militar major Luís Eugênio Franco Filho e coordenação do major Arnaldo Pais de Andrade. As peças vieram desmontadas da Alemanha, em cinco mil caixotes, transportadas por navios e desembarcadas num cais especialmente construído para esse fim no local, onde os seus restos podem ser vistos até hoje. |
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A obra
foi inaugurada como Forte de Copacabana em 28 de setembro de 1914, ao
custo |
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| de 2.946:951$408 réis (GARRIDO, 1940:124). Classificado como de 1ª Classe pelo Aviso nº 1.761 de 29 de setembro de 1914, foi considerado, à época, a mais moderna praça de guerra da América do Sul e um marco para a engenharia militar de seu tempo. O seu primeiro comandante, nomeado em 1912, ainda durante a construção, foi o Major Antônio Carlos Brasil. Após a inauguração do forte, em 1919 foi adquirido à Mitra o terreno adjacente, e demolida a igrejinha que remontava à primeira metade do século XVIII, para dar lugar ao Quartel de Paz, concluído em outubro de 1920 (BARRETTO, 1958:245-246). O Portão de Armas da Praça Coronel Eugênio Franco, assim como a entrada da Praça de Armas, foram projeto do Major Engenheiro Volmér da Silveira. |
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A evolução
histórica |
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O forte foi guarnecido sucessivamente pelas seguintes unidades (BARRETTO, 1958:246-247 6ª Bateria Independente
de Artilharia de Posição (1912-17) |
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| No campo
da instrução militar, foi sede da primeira Escola de Fogo
a partir de 1935 ,bem como também foi pioneiro no Brasil em exercícios
de levantamento de rota com o apoio de holofotes, a partir de 1937. |
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| Foi palco de acontecimentos importantes da História do Brasil, como o levante dos "Dezoito do Forte" (de 2 a 6 de julho de 1922), tendo os revoltosos disparado sofre o Forte do Leme e outras fortalezas, e sofrido o bombardeio da Fortaleza de Santa Cruz. Nele esteve detido o presidente da República deposto, Washington Luís, de 24 de outubro a 8 de novembro de 1930 (GARRIDO, 1940:125), assim como ao Prefeito do então Distrito Federal, Antônio Prado Júnior, tendo ambos dali partido rumo ao exílio na Europa. |
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No
contexto da Segunda Guerra Mundial o forte manteve-se de prontidão. |
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Os últimos disparos de sua artilharia foram dados por ordem dos militares legalistas sob o comando do marechal Teixeira Lott, contra o Cruzador Tamandaré, que forçara a barra na Novembrada (11 de novembro de 1955), transportando Carlos Luz, alguns ministros e aliados rumo a Santos. Na ocasião foram feitos doze disparos durante vinte minutos, sem, no entanto, atingir a embarcação, que estava desarmada e com apenas uma hélice em funcionamento. A guarnição do forte não aderiu ao movimento militar de 1964, tendo sido tomado por uma força de terra enviada pelo coronel César Montagna, quando teve lugar o chamado "episódio da bofetada", em que aquele oficial derrubou o sentinela do portão do forte com um golpe de mão, invadindo e tomando o forte sem o recurso às armas. Nos anos seguintes, durante o regime militar, serviu como presídio político. |
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| Forte foram transformadas em Espaço Cultural, destacando-se a exposição permanente, ao ar livre, na Alameda Octávio Correia, de peças de Artilharia de Costa dos séculos XIX e XX, o Museu Histórico do Exército (exposição permanente "O Exército na formação da nacionalidade" com peças dos períodos colonial, imperial e republicano), a biblioteca e o "Café do Forte", filial da tradicional Confeitaria Colombo (aberta até às 20h). O Museu conta ainda com espaços para exposições temporárias e uma loja de conveniência (onde podem ser adquiridas lembranças do museu e da cidade), e um Auditório (Auditório Santa Bárbara). As visitas, guiadas, têm lugar de 3ª feira a domingo, das 10 às 16 horas, com acesso pela Praça Coronel Eugênio Franco. O interior do forte é cortado pela ciclovia Marechal Rondon. |
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| Ocupando
uma área total de 114.169 m², com 40.000 m² de área
construída, a edificação, em forma de casamata abobadada
com paredes externas de 12 metros de espessura, empregou mais de 2.000
operários civis, e é dotada de usina elétrica com
dois grupos geradores fabricados pela empresa AEG, de Berlim (iluminação,
operação das peças, ventilação), câmaras
de tiro, depósitos de víveres e munição, refeitório,
cozinha, alojamentos e sala de curativos/farmácia. A sua artilharia
é constituída por quatro cúpulas móveis encouraçadas,
com canhões Krupp: uma
com dois canhões de 305 mm (Cúpula "Duque de Caxias",
tubos "Barroso" e "Osório", com alcance máximo
de 23 km); uma com dois canhões de 190 mm (Cúpula "André
Vidal", com alcance máximo de 18 km) ambas girando 360°,
e ainda duas
com um canhão de 75 mm cada (Torre "Antônio João"
a N, e Torre "Ricardo Franco" a S, com alcance máximo
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de 7 km),
girando 180°, mais uma bateria de holofotes projetores para visão
noturna. |
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Curiosidades - Os tiros da artilharia
do Forte eram anunciados pelo toque de uma sirene, para que os moradores
das vizinhanças pudessem abrir as janelas de suas casas, para
que as vidraças não quebrassem. |
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onstitui-se
em uma herma sobre um pedestal revestido em granito, atrás da qual,
numa placa de mármore está afixado um alto relevo, também
em bronze. |
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